
Quase três meses depois de ser protocolada na Secretaria da Câmara Municipal, deve ser lida em Plenário na próxima sexta-feira, dia 19, a Denúncia que acusa o prefeito de Guaratinga, Ezequias Viana Braga (PMN), de ter desviado R$ 972 mil que foram pagos à empreiteira ALVES CONSTRUTORA E SERVIÇOS DE LOCAÇÃO, para obras de manutenção da estrada vicinal que liga a sede do município ao povoado de São João do Sul. É a mesma denúncia que deveria ser lida no dia 4 de julho, data em que houve o quebra-quebra na casa legislativa, interrompendo a sessão.
A demora para a apreciação da matéria deve-se a diversas manobras feitas pelo prefeito que impediram a realização de sessões da Câmara nesses mais de dois meses que transcorreram após o quebra-quebra. Assim, somente na semana passada houve uma sessão regular da Câmara Municipal, quando o presidente Manoel Messias Ferreira, decidiu pela leitura da denúncia pelo Plenário.
Nessa sessão –de sexta-feira passada-, foi lido o Parecer do Departamento Jurídico sobre um recurso interposto pelo prefeito junto à Mesa Diretora, pedindo a suspeição de cinco vereadores: Ivanaldo de Almeida Porto, Simone Almeida dos Santos, Almerita Santos Cardoso, Jésus de Almeida Moura e Manoel Messias Ferreira, e duas denúncias contra o também vereador Adnalvo Pinheiro dos Santos. Dessa forma, além da denúncia contra o prefeito, a casa legislativa vai apreciar também as denúncias e o pedido de suspeição dos vereadores, que devem anteceder à denúncia contra o prefeito. Assim, pode haver o impedimento de um ou mais vereadores. Tanto que foi decidida a convocação dos respectivos suplentes. A expectativa é de que a sessão seja realizada sob clima de forte tensão.
A sessão está marcada para as 10 horas da manhã, e será realizada numa sala onde os vereadores se reúnem para tomar decisões administrativas, sem a presença do público assistente, e não no Plenário, atendendo pedido feito por alguns vereadores.