O Arauto do Rei

Por: NossaCara.com
14/07/2008 - 20:32:12
Ex integrantes das Forças Armadas do Brasil.
Experiência em expedições militares fora do país.
Participou da revolução de 64.
Hoje é comerciante em Porto Seguro (Arraial).
É autor dos livros Áquila o Rei dos Únicos e Memorias Anônimas.
Contatos: (73) 9999-0054
E-mail benaia99@hotmail.com

A ORAÇÃO DOS JOVENS. 2

“Sede Contudo tenaz com o objetivo almejado que se vos furta diante da obscuridade avara do ignoto”. (do livro “Oração aos moços” de Rui Barbosa).

 Essa expressiva recomendação do grande sábio baiano é, sem duvidas uma exortação clássica aos jovens de todas as gerações. Se antigamente havia necessidade de despertar os ideais da mocidade, ainda vivendo longe desse brutal avanço modernista da atualidade, imaginem os jovens desta geração; quanto carece de orientações voltadas para um viver presente, digno de no futuro poder servir a pátria e ser motivo de orgulho de seus pais.

Apesar da riqueza literária inserida no texto supracitado, não devemos saltar sobre as duras considerações a realidade presente na vida de cada jovem, em todos os segmentos da sociedade brasileira. A oração proposta por Ruy Barbosa, tinha por objetivo entusiasmar a alma dos moços daquela época a se esforçarem para alcançar seus objetivos. No entanto, apesar da validade incontestável do incentivo intelectualizado, cabe aqui uma observação: ser tenaz, tudo bem, mas direcionado para que tipo de objetivo?

O avanço da idade nos faz enxergar – do alto monte das experiências, os obscuros caminhos que os mais moços deverão percorrer, cabendo a nós, os mais velhos, o dever de cederem-lhes nossas lanternas, mesmo que antiquadas, afim de que sejam aproveitadas pelos interessados em visionar um caminho para um futuro melhor. Baseado nisso, e na situação atual em que se encontra o grau de estabilidade social, perguntamos: Da época de Ruy até hoje, os objetivos alcançados, foram capazes de fornecer paz e descanso aos que os atingiram? A realidade da situação na qual estamos vivendo, como resultado de atitudes, em sucessões políticas hereditárias dos vencedores da disputa pelo poder nos patamares superiores, não mostra quase nada de positivo; o planeta Terra está parecendo uma velha que pranteia sua declinação biológica.

Particularmente confesso: pobre juventude da geração coca-cola! Que tremenda mudança dos valores morais vem acontecendo no mundo após os anos 60. Vejamos por exemplo o julgamento da adultera libertada pela opinião de Jesus: uma multidão enfurecida estava pronta para matar uma mulher pega
em adultério. Chama nossa atenção o fato daquilo ser coisa rara naquela época, entretanto hoje, o que está acontecendo? São as praticantes do tal erro e seus derivados que se inflama contra o que atravessa na frente do direito de fazer dos seus corpos o que bem quiserem. Tudo seria uma questão de direito de escolha e liberdade se não influísse no fator qualitativo da juventude, corrompendo-os moralmente de uma forma incontrolável.

De que maneira se mostra tal influencia? Justamente na vulgaridade da coisa mais impressionante e atrativa para os jovens: a graciosidade das jovens. O poder atrativo que atua na sexualidade heterogênea é em função da lei de procriação. Relação sexual de gente, mesmo amorosas, que não visam gerar um ente, pode ser legal, mas de certo modo, é inconveniente. Os animais irracionais se relacionam conforme as regras desta lei.

Se equiparar-mos a abstinência sexual e alcoólica do grande apostolo Paulo, com a de um jovem cristão dos dias atuais, que conclusão se pode chegar?

O inferno agrediu inutilmente o apostolo com prisões, chibatadas e assassinato; quanto aos jovens cristãos de hoje a arma usada é outra: o uso sedutor das maravilhosas “gatinhas” – vestidas com a intenção de mostrar e não cobrir as partes mais exuberantes dos seus modelados corpos.

Servido como uma espécie de ratoeira são os inocentes, porem, infernais “barzinhos”, onde, os múltiplos e famigerados desejos são regados pelas, não menos diabólica “cervejinha”: a mãe de todos os vícios.

Não vê quem não quer. Está no primeiro gole de cerveja, bebida sob todos os quesitos da boa e legal ética social, a eficaz semente diabólica capaz de produzir fundamentos aos mais terríveis e hediondos vícios e crimes que se tem noticias.

Que besteira combater a cocaína, maconha e cachaça e deixando a cerveja: “a bebida-mãe de todos os vícios”, à vontade.

Livremente introduzida nos lares pelos pais, ela semeia as sementes da maldição no íntimo das crianças, adolescente, e jovens: os futuros algozes dos desavisados país: Isto sem falar na desgraceira que causa – escondida dentro do contexto: ”bebidas alcoólicas” -, no trânsito.

A repressão alcoólica das rodovias, não visa senão uns 15% de bebidas destiladas. O restante fica por conta dela: a “socialite cervejinha”.

Quantos acidentes com óbitos? A maioria desses acidentes envolve o que? Na sua ampla maioria: “ela”, a velocidade, e os jovens desestruturados espiritualmente.

São com atrativos assim, em festinhas e lugares com cara de social e inofensivo, que nascem – secretamente - os mais terríveis e imorais designo nos corações humanos (Jeremias, 6:19), principalmente na maioria absoluta dos jovens do sexo masculino. E, se os machos são os caçadores quem então é a caça? Ou melhor; quem sempre foi, é, e será a vitima? Certamente se diria que é a mulher, mas, por incrível que pareça, são os dois, abrangendo ainda a sociedade, visto que, o caçador é a caça passarão a ser caçados pelos elementos defeituosos ( sem o devido controle de qualidade) que comporão a sociedade, em conseqüência do resultado do processo - modernamente libertino - que sempre fornece subsídios à formação de um ser humano com defeitos morais, portanto predisposto ao crime.

Que males isso causa aos jovens? Cria uma barreira entre eles e Deus impedindo-os de obterem algum êxito na vida, ajudados por poderes divinos. Por isso, sem desprezar a importância literária do conselho de Ruy Barbosa, precisamos achar um meio de orar adequadamente com a realidade do tempo presente. Isso, porém se consegue buscando no passado a eterna perfeição de Deus que nos mostra seu poder adequando dois jovens (Bezalel e Aoliabe), de um modo transcendental, o executar habilidosamente refinadas obras de arte, no deserto, há cerca de 3.000 anos a.C. (Êxodos 31: 1-11).

Por mais incrível que pareça esse deve ser o caminho do jovem cristão. Pedir a Deus habilidade: meios de adquirir capacidade vocacional a fim de aprender e exercer uma profissão que lhe renda recursos para uma vida digna, e não esperar das autoridades governamentais, empregos – embora também dignos, porem, na maioria, sem classificação profissional e, portanto, sujeitos aos salários estipulados por lei.

Como sair desse sistema? Orando corretamente em nome de Jesus, ao Deus, que operou milagrosamente capacitando os dois jovens para executar as obras de arte do Tabernáculo.

Mas por favor, não ore pedindo emprego, nem aumento de salários. Peça capacidade profissional. Descoberta de vocação. Destreza, entusiasmo, ânimo e amor pelo trabalho. Principalmente discernimento para que nunca, ao subir na vida, seja ás custas, ou pisando,
em alguém. E, acima de tudo, observando um mandamento ostensivo a todos os seres humanos: honrar pai e mãe. : “Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; para que te vá bem, e vivas, muito tempo sobre a terra.” ( Efésios 6: 2-3).

Trata-se de um mandamento independente, que não tem vínculos com nenhum tipo de raça ou credo religioso. Para os jovens, é um passaporte insubstituível a todos os objetivos que se possa desejar nesse mundo. Muito abrangente. Sem restrições. Indesculpável. Esta ao alcance de pobres e ricos; crédulos ou incrédulos; analfabetos ou eruditos. Edson Arantes do Nascimento, O Pelé, aos 17 anos de idade sagrou-se campeão mundial de futebol. Daí pra frente ele nunca mais parou de crescer na vida; Existe um detalhe interessante na sua vida: ele, apesar de ter-se ligado a uma bola de futebol, não cita nenhum nome de craques famosos da sua época infantil. Existiam jogadores estupendos como Ademir, Friaça, Jair, Zizinho, e tantos outros que poderiam lhe servir como ídolos; mas não!  O ídolo de Pelé era o seu pai. Sua maior ambição desde criança era ser igual ao seu pai. 50 anos depois de ter participado da primeira copa do mundo ganha pelo Brasil, ele, cheio de honras e glorias; tratado como o rei do futebol, declara sua humilde e sagrada idolatria: “Ganhei tudo com o futebol, porém confesso nunca haver sonhado com nada disso; meu único desejo era ser jogador igual ao meu pai!”.

Confesso que nunca aceitei tributação honrosa nenhuma dada a atletas por suas conquistas. As glorias de mil gols ou das subidas em pódios, para mim, não era comparável a criação das vacinas contra as doenças causadoras de mortes. De um modo geral Julgava isso uma ingratidão para com os heróis de guerra, da ciência, da religião, do ensino, da segurança publica, e de tantos outros heróis anônimos que devotaram sua vida a serviço dos seus semelhantes.

Mas, senti meu conceito abalado diante da declaração do senhor Edson, o Pelé. Isto porque pude perceber que sua declaração se encaixava no mandamento com promessa feita pelo próprio Deus da criação.

Na observância de princípios assim haverá meios dos jovens – especialmente aos cristãos - se conformarem com a “tenacidade” necessária para atingir o “alvo almejado”, que “se furta”, pelos ardis “avaros” do inimigo do Criador e sua criação.

Embora seja obvio que a nossa opinião não resolve todos os problemas da juventude, acreditamos, contudo, que sirva de auxilio para os jovens cristãos de hoje encontrar o Caminho, a Verdade, e a Vida, que por certo os conduzirão a terem sossegos de espírito, ser benéficos à pátria, e motivos de orgulho para seus pais.

Autor: Ely de Oliveira – cel. 9999-0054 – benaia99@hotmail.com

Ely Oliveira é autor dos livros Áquila o Rei dos Únicos e Memorias Anônimas
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