
Cultura baiana indo para o ralo – Chegará o dia em que não teremos representantes, infelizmente
-Chamou-nos a atenção os comentários feitos pelo jornalista e escritor Jolivaldo Freitas, literalmente preocupado com o destino dos nossos valores culturais, hoje seguindo para os caminhos insubstituíveis. Observem:
Deveria ser preocupação de todos os baianos o futuro da nossa cultura. Não estou falando de axé, pagode ou rock, que são perenes, dentro do seu nicho de interessados; e muito menos do folclore para atrair turistas. Digo da cultura que envolve as artes plásticas, o teatro, a música erudita e a literatura. O problema é que os principais intelectuais e artistas, que moldaram o perfil da baianidade, estão indo para outra dimensão.
Com a perda de Jorge Amado, Carybé, Calazans Neto, Smetak, Lindemberg Cardoso, Glauber Rocha, Leão Rosemberg e outros, e com o encanecer de personagens como Dorival Caymmi, a Bahia vive hoje a perspectiva de contar apenas, para se situar no panteão da cultura brasileira, com Caetano, Gil, João Gilberto e mais um punhado. É pouco. E não representa o que se produz em termos culturais pela Bahia. É uma dependência nefasta e temos de implorar aos céus para que tenham vida longa.
Pode-se dizer que a Bahia não tem novos elementos que possam representar seu status cultural? Claro que não. Aqui se produz. Temos pessoas elaborando excelentes trabalhos em artes plásticas, literatura, música erudita, música popular, cinema, vídeo e fotografia. Então qual o motivo de elas não serem conhecidas, como o foram os grandes criadores surgidos a partir da metade do século passado?
A questão é que, antes, os midiáticos tinham compromisso com a cultura baiana. Exportávamos não só atores, mas criadores, diretores, pintores, tapeceiros, músicos e escritores. Hoje o que se vê é a absoluta falta de compromisso com a cultura local, com raras exceções. Daí que não se vêem nos programas de jornalismo/entretenimento as exposições de arte, por exemplo. As TVs, veículos de maior penetração, não criam ícones culturais, nem mesmo no axé. Quando o artista fica famoso, por um motivo ou outro, aí, sim, ganha espaço.
Mesmo as boas iniciativas das empresas que apóiam cultura ficam a dever. Não têm cobertura (ou não lembro de nenhum escritor que tenha ganhado um prêmio e sido entrevistado num programa). Por falta de um marketing agressivo, entregam o prêmio e tudo acaba por aí. Falta massificar o nome do ganhador e capitalizar com isso. O cara ganha e volta ao ostracismo.
Com isso não criamos novos nomes. O povo, mesmo a parte culta da população, não conhece quem cria, escreve ou produz. E temos verdadeiros gênios em todas as áreas. A Bahia é um dos três estados brasileiros onde se produz mais e onde a cultura tem relevância. Mas, não podemos culpar apenas a mídia eletrônica. Se nossos famosos escritores e músicos tivessem a generosidade de Jorge Amado, que usava da fama para ajudar quem tinha qualidade, com certeza nossos campos seriam mais floridos. Lembrando que cada vez que a mídia deixa de revelar talentos, está perdendo personagens, até mesmo para sua própria degustação.
P/ Jornalista e escritor Jolivaldo Freitas – jolivaldo.freitas@yahoo.com.br

Extremo Sul – Celeiro do etanol
O maior jornal do Norte e Nordeste do Brasil, O Jornal a Tarde, da capital baiana, trouxe no seu editorial da sua edição do último domingo, 01/06, comentários sobre o tema “Etanol salvador”.
Versa os comentários, ali abordados pelo editor, sobre as esperanças depositadas em projetos pró-etanol, que tendem a aumentar com a aceitação da produção brasileira, hoje bastante cogitada.
Lembra também o comentarista que grupos especializados na matéria acabam de descobrir via Secretaria da Indústria e Comércio, dezenas de projetos para serem implantados nos municípios de Medeiros Neto, Itamaraju, Teixeira de Freitas e Ibirapuã, na região do Extremo Sul, além de um outro estudo viabilizado para os municípios de São Desidério e Correntina, na região do Oeste da Bahia.
As afirmativas, no entanto, fazem uma alerta para os detalhes de esses projetos não se esbarrarem apenas em estudos, assim como aconteceu com o Proálcool – programa dos governos militares que trouxe enorme esperança ao Estado da Bahia, com previsão de implantar contínuos canaviais em várias regiões, mas principalmente no Oeste – nos vastos Vale do São Francisco e região do cerrado, ficando tudo esbarrado na burocracia e nos interesses para beneficiar este ou aquele grupo e, por lugares diferentes.
Fato é que os projetos de etanol se concentraram principalmente em São Paulo, apesar do preço bem mais elevado e do menor estoque de terras, em completo detrimento do oeste da Bahia, que apresenta excelência agronômica para canaviais, mas é escasso em infra-estrutura.
Esperamos, por conseguinte, que o mesmo não venha a se repetir nas terra do Extremo Sul, hoje cobiçadas para representar a salvação de uma economia viável, então na moda, sendo motivo das várias viagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a vários países do mundo. Aliás, tudo se restringe ultimamente em se criar projetos que visem o etanol.
Eunápolis – Aberta biblioteca para uso público
Objetivando incentivar o uso da leitura meio aos diversos segmentos da sociedade e não somente junto aos estudantes, o governo do estado está instalando bibliotecas públicas em todas as unidades do Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães, oferecendo o que há de mais completo dentro da literatura brasileira, além de títulos inéditos ou não que já se encontram à disposição dos usuários que independentemente de serem alunos da escola ou não, ou de serem da cidade ou não, poderão se dirigir à escola que fica localizada no início do Bairro Dinah Borges e providenciar junto à biblioteca, uma ficha de inscrição e passar a contar com os benefícios.
Um outro ponto assinalado pela direção da escola, é que qualquer pessoa interessada também poderá fazer doação de livros que estejam sobrando em casa,pois serão de grande utilidade na biblioteca que dispõe ainda se sala apropriada para as pessoas com necessidades especiais.

Eunápolis – Bancos exploram funcionários e esticam expediente até à noite
Depois de descumprirem uma lei municipal que estabelece o tempo máximo de 15 minutos para a permanência na fila dos bancos, os estabelecimentos bancários estão agora com mais um agravante:estão esticando o expediente até o horário noturno, variando de acordo a quantidade de clientes que vão aos bancos diariamente. É muito comum se notar a saída de clientes da agência do Banco do Brasil depois das 18 horas e até por volta das 20 horas, quando se trata de pós-feriado, quando a procura é mais acentuada.
Enquanto isso, muitos dos clientes perguntam: Onde anda a CUT, Central Única dos Trabalhadores ou, na pior das hipóteses, o Sindicato dos Bancários? Será que tanto os clientes como os funcionários não merecem respeito.
Teremos agora um expediente noturno nos bancos?
Há informações que em outras agências bancárias vem acontecendo o mesmo. Alô Ministério Público e Ministério do Trabalho! Está na hora de uma visitinha!

Eunápolis – Oportunidade de aperfeiçoamento através do SENAC
Uma parceria envolvendo a Associação Comercial e Empresarial de Eunápolis, ACEE, vem possibilitando que as empresas passem a contar com a mão de obra especializada, dispondo sempre de estagiários e funcionários qualificados em vários cursos que estão sendo ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, SENAC.
Segundo informa o presidente da Associação, Mirabeau Araujo Andrade Júnior, estão em andamento os cursos de: Legislação Trabalhista, Rotinas de Pessoal, Contabilidade Básica, Qualidade do Atendimento e Promoção de Vendas.
Para uma segunda etapa, já foram para a planilha os cursos de: Culinária típica da Bahia, Inglês para Hotelaria, Espanhol para Hotelaria, Drinques e Coquetéis, Aperfeiçoamento para camareira, Aperfeiçoamento para recepcionista de hotel, Aperfeiçoamento para garçom e Aperfeiçoamento para cozinheiro.
Frase da Semana – “É mais importante gastar dinheiro e colocar o povo atrás do trio elétrico do que fazer com que ele se sente em uma biblioteca”. Esmeralda Aragão, diretora da biblioteca do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, IGHB.