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Ex integrantes das Forças Armadas do Brasil. Experiência em expedições militares fora do país. Participou da revolução de 64. Hoje é comerciante em Porto Seguro (Arraial). É autor dos livros Áquila o Rei dos Únicos e Memorias Anônimas. Contatos: (73) 9999-0054 E-mail benaia99@hotmail.com |
O HOMEM DE TRES PARTES
“... o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.” (2ª tessalonicenses 5:23b).
Existe uma realidade por traz das nossas vidas da qual não há como escapar da sua conseqüência final. É inútil tentar ser alguma coisa fora do seu campo de ação, pois, o futuro é uma coisa determinado antes da fundação do mudo. Uma lei rege de modo inalterável um projeto cheio de objetivos eternos. Todavia o homem entra nesse complexo vital organizado com uma prerrogativa inigualável: o livre arbítrio.
O poder de escolher o que ele pensa ser melhor lhe confere o direito de acertar e errar como se não devesse nenhuma satisfação a uma inteligência superior a sua. E, o resultado disso tem sido catastrófico para a maioria dos componentes da população mundial.
Para o mundo a coisa parece estar tolerável, mas, para os indivíduos a situação se estreita, mais e mais, a cada dia. Motivo: o significado de ser um elemento humano, criado por Deus – o pai de Jesus Cristo -, esta sendo desprezado.
Para começar devemos ressaltar a diferença do ser humano que se aceita como obra de um poder transcendental, e aqueles que não admitem tal possibilidade.
Poucos sabem discernir o valor real, dos seres humanos, a partir da condição intelectual de cada individuo. Pensando assim visualizamos dois tipos de seres animais racionais:
a) Os que se aceitam como criatura de Deus.
b) Os que não se aceitam.
Embora exista a crença na criação total da humanidade, e também, a crença que a totalidade humana seja produto de uma evolução biológica natural, o que realmente conta como fator referencial a verdade é a escolha arbitral de cada individuo.
O homem criado por Deus – por exemplo - é um ser racional extraordinário, para todos os fieis dessa linha de entendimento.
O ser humano, para ser uma obra da criação divina, tem que ser tripartido. Isto é, possuir três partes: corpo, alma e espírito. E, mesmo aqueles que conhecem somente o lado negativo do seu limite vital biológico e ignorando sua potencialidade espiritual, eles têm possibilidade de se tornar eterno por meio do simples ato de crer no projeto da criação, conduzido pelos efeitos da ética relacionada ao plano da redenção.
O extraordinário disso, é que, o desenvolvimento subjetivo que surge e se expressa do interior de cada pessoa depende do seu modo particular de pensar, fundamentado certamente, de acordo com sua crença.
O descrente no projeto da criação, não tem nenhum compromisso com algum tipo de conduta psicológica ou espiritual; também a recíproca é verdadeira; tais atributos não lhes revelam seus segredos.
Para que uma pessoa crente na criação, seja um ser perfeito, em condições de compreender sua importância dentro do projeto eterno, ele precisa estar em harmonia com o seu todo, ou melhor, precisa inteirar-se de seu conteúdo constitucional, antes de qualquer coisa.
A conscientização das funções de cada uma das partes que o compõe é algo indispensável para o conhecimento da missão humana no plano eterno, pois, capacita-o a se promover, do estagio da salvação – pela fé – ao estagio da recompensa – pelas obras.
A alma, por exemplo, é a parte fenomenal que possui o livre arbítrio, ou seja, o direito de escolha que faz do ser humano a principal criatura terrestre. Ela é também o alvo principal da obra de Cristo, pois o mesmo declara sua fiel intenção de salva-la. Haja vista que o pecado não mata o espírito nem o corpo, mas a alma sim: “A alma que pecar, essa morrerá”.
As três partes do homem - para torná-lo útil e objetivo - devem agir em harmonia. Embora sejam de natureza biológica - psicológica e espiritual, (em grego: bio - psique e zoe), são completamente diferentes uma das outras.
Quando as três partes do homem total se voltam para um mesmo objetivo, unidas sob um mesmo ideal, elas se sujeitam a uma disciplina rígida. Cada uma dessas partes tem que obedecer a limites, tanto os seus, como das outras partes.
Somente assim o ser humano, como um todo, se torna eficaz, não necessariamente para alcançar salvação, mas para atingir metas espirituais segundo o evangelho de Jesus Cristo. Ou seja, passa da preocupação com seus interesses para se ocupar com os interesses do Filho de Deus na terra.
Tal atitude sob nítida consciência da importância de se obter galardão, por meio de esforço, descansa na certeza de que não precisa se preocupar com a manutenção de uma salvação recebida pela gratuidade misericordiosa do criador.
Nenhum homem poderá enfrentar a justiça de Deus apoiado nos méritos de sua vida afim obter salvação. Porem, se tratando de recompensa, ”o reino é tomado por esforço”. Sujeitam-se a tal conduta disciplinada pelo evangelho de Cristo, somente o crente fiel que aceita o inaceitável: ser incluído, sem mérito algum, no projeto que leva a obtenção da vida eterna – com ou sem a dignidade de ainda receber recompensas.
Agindo assim, e somente assim as respectivas partes do homem poderão dar ao ser total o entendimento da sua finalidade no centro da criação, bem como a revelação do mistério que envolve o processo eterno, o que tanto angustia as mentes incrédulas.
A fim de esclarecer os interessados entre os fieis na criação, passaremos as seguintes indagações:
Você que acredita que, salvação significa: herdar o “Reino de Deus” gratuitamente pela fé, sabe que galardão significa entrar no “Reino dos céus” pelas obras? E que ninguém alcançará o “Reino dos céus”, pelas obras, sem ter herdado “o Reino de Deus” por meio da fé?
Por isso: as obras visando salvação são mortas e a fé visando o galardão é inútil; e, em vista disso se conclui que: a fé, sem as obras, que salva do inferno (o ladrão na cruz), induz a prática das obras para obtenção de galardão (apóstolo Paulo)?
Também, com relação ao “Reino de Deus” (salvação), são mortas as obras sem a fé; e, com relação ao “Reino dos Céus” (galardão), a fé sem as obras é morta. Você já meditou seriamente sobre isso?
A QUEM SE INTERESSAR POSSA: passar, a saber, que, nada pode modificar a opinião de Deus sobre o que ele tem guardado para dar aqueles que acreditam na sua obra.
Autor: Ely de Oliveira – cel. 9999-0054 – benaia99@hotmail.com
Ely Oliveira é autor dos livros Áquila o Rei dos Únicos e Memorias Anônimas