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Secretário de Agricultura dos estados da Bahia, Minas Gerais e Paraná, participaram nesta segunda-feira(09) do Fórum de Secretários de Agricultura dos Estados Produtores de Café. Roberto Munis(Bahia), Gilman Viana (Minas Gerais) e Valter Bianchini (Paraná) falaram sobre a crise e perspectiva do mercado e sobre o futuro da cafeicultura no Brasil. Diante de um público de produtores, exportadores e industriários, os secretários com bases em dados técnicos de cada estado colocaram em questão o setor.

Segundo o secretário de Agricultura do Estado do Paraná, Valter Bianchini, os preços do café no mercado estão inferiores ou empatam com o custo total de produção. “Por isso o Fórum foi muito importante para o agronegócio, onde foi discutido um conjunto de políticas que poderão ser desencadeadas dentro do setor. Entre elas, a de como valorizar o café de qualidade, incrementar as compras institucionais, ter mais capital de giro para a cadeia produtiva, enfim, uma articulação melhor entre os estados produtores de café para ai sim criar uma organização a nível nacional capaz de planejar melhor e sair desta crise que causa prejuízo à cafeicultura”, destaca.
Bianchini acredita em um reequilibrio, entre oferta e procura. Apesar de uma quebra de safra em 2009: “o quadro do cenário internacional não é ruim, o que há são oscilações que não estão ligadas ao estoque, por isso que discutimos muito hoje o capital de giro, organização da oferta e como que o setor produtivo ao logo de toda cadeia possa ter um poder maior de barganha com os países compradores”, ressalta.
Já Gilman Viana, secretário de Agricultura do Estado de Minas Gerais, afirma que não existe uma solução imediata para a crise do setor. “O que temos é um desenho para uma solução, e qual é o desenho? O recurso. E onde está o recurso? Só pode estar no governo Federal. Então da mesma maneira que o governo pode socorrer algum seguimento da economia, como no caso da construção civil e o etanol, porque não fazer isso com o setor cafeeiro”, questiona. Para ele, a regra existe, o que não existe é rotina, mas por um outro lado a cafeicultura precisa trabalhar na direção de regular a produção. “Não podemos trabalhar com a política que o governo vai comprar excedentes cada vez maiores. Tem que haver um equilíbrio, onde o excedente individual deve ser absorvido com obrigação pelo governo. Agora, o excesso crescente é inviável. A crise tem sim solução. É claro que não é um caminho fácil, mas tem”, garante.

“A Bahia é o quarto estado brasileiro em produção de café, mas nós queremos mais, queremos aumentar a produtividade e ampliar a rentabilidade”, disse o secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária(Seagri), Roberto Muniz. Diante de produtores de várias regiões do Estado, o secretário Roberto Muniz assumiu o compromisso de organizar a Câmara Setorial do Café, realizando a primeira reunião ainda neste semestre. “Esperamos os resultados deste seminário para implementar a Câmara Setorial no Estado”, disse o secretário.
O Agrocafé é realizado pela Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé); Centro de Comércio do Café da Bahia (CCCBA); Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia(FAEB) e Senar/BA. O evento é patrocinado pelo Governo da Bahia; Banco do Brasil; Viça Café; Desembahia; Banco do Nordeste; Sebrae/BA; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Petrobrás. Mais informações podem ser obtidas através do site: www.agrocafe.com.br ou pelo telefone: (71) 2106-6600.
Nossos agradecimentos à Prefeitura Municipal de Itabela e a secretária Municipal de Agricultura ao Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela e à Pianna Rural, que nos proporcionaram mais esta cobertura a nível nacional
Por: Lílian Rodrigues – Jornalista – MTB 07671-JP
Email: agrocafe2009@gmail.com
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