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Autoridades presentes marcam o primeiro dia de atividades do simpósio
Foi aberta oficialmente nesta segunda-feira (09), a 10ª edição do Agrocafé – Simpósio Nacional do Agronegócio Café, que acontece até o 11 de março de 2009, no Gran Hotel Stella Maris Resort, em Salvador, na Bahia. Este ano, o tema central do evento é “O Alvo é a Renda do Produtor”, que analisa os acontecimentos de dezembro a março e traz para discussão os mais sérios problemas do setor cafeeiro nacional. Várias autoridades marcaram presença durante a abertura oficial do simpósio, destaque para o ministro da Integração Social, Geddel Vieira Lima, o governador do Estado da Bahia Jacques Wagner (PT/A); secretário Estadual de Agricultura da Bahia, Roberto Munis, o presidente Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia(FAEB), João Martins Júnior, o presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes de Araújo; secretário de Agricultura do Estado de Minas, Gilmam Viana; o presidente do Centro de Comércio de Café da Bahia, Silvio Leite, entre outros.
Para o presidente da Assocafé, João Lopes de Araújo, entidade realizadora do evento, o Brasil possui uma grande variedade de sabores de café e mostra avanço no processo de pesquisas no setor cafeeiro, mas o produtor ainda não tem a rentabilidade necessária com a produção. Segundo ele, por isso, o tema escolhido para o Agrocafé 2009 foi à renda do cafeicultor. “O mercado está cada vez mais exigente, mas o produtor ainda não ganha dinheiro. Em 1994, o preço pago por uma saca de café de 60 quilos era R$ 200,00, em 2009, 15 anos após, o preço conseguido na saca é de R$260,00, o que corresponde a 30% de aumento; enquanto isso o valor os insumos foram reajustados em mais de 400%”, afirma. Araújo continua, dizendo que, com isso, o produtor está descapitalizado e vive em constante renegociação de suas dívidas. Para ele, uma alternativa para alavancar o setor é investir mais na bebida e menos na commodity, agregando mais valor ao produto. “O marketing do produto no exterior também deve ser difundido. Devemos deixar para traz a Alemanha, que não produz nem se quer um pé de café, e ainda é o maior exportador do produto no mundo”, acrescenta.
Com relação à cafeicultura na Bahia, Araújo afirma que o estado é o mais individualista e conseqüentemente, o mais fragilizado.
Também presente no Simpósio, o ministro da Integração Social, Geddel Vieira Lima, destacou a finalização do atlas cartográfico da agricultura, que está sendo desenvolvido por sua pasta. “O conteúdo desta atlas com certeza será de grande valia para a classe produtora, já que contará com informações sobre os avanços da agricultura e sobre a responsabilidade na preservação do Meio Ambiente”, destaca.
O presidente da FAEB, João Martins Júnior, garante que o setor vive em desarmonia com a realidade econômica mundial. “É um momento de frustrações”, adverte, mas diz que o Agrocafé um é excelente local para troca de experiências bem sucedidas.
Para o secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Roberto Munis, a cafeicultura ainda é uma cultura viva. “O cultivo do café tem demonstrado aspectos emocionais impressionantes”, diz. A Bahia é o 4º maior estado produtor de café do Brasil, segundo ele, dos 417 municípios baianos, a cultura está presente em 167, sendo 80 destes com municípios de grande importância e 30 deles de relevância. “A maioria dos produtores de café da Bahia são de pequenos e médios produtores; gerando a chamada faixa da agricultura familiar”. O secretário destaca a geração de empregos que amplia a renda de muitas famílias de baixa carentes. “Nós queremos mais; nós podemos mais”, salienta o Munis. Para ele, o desafio é ampliar a produtividade e criar alternativas para a rentabilidade. “Criando projetos de estratégia e manutenção do crescimento. O Agrocafé tem a função de discutir questões e estratégias, como formas de trazer o lucro para a cadeia produtiva, não deixando apenas em uma ponta do processo e fazendo com que este lucro ultrapasse as fronteiras das fazendas e retome as mãos dos produtores”.
Já o governador Jacques Wagner (PT/BA) fala em otimismo e diz que em momento de crise é necessário ter os pés no chão. “O momento é de fazermos do limão a limonada”, exemplifica e diz que a união é essencial para a criação de alternativas que alavanquem o setor. Segundo ele, o ministro da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento(MAPA), Reinhold Stephanes, está imbuído nesta causa.
Wagner também falou sobre agregação de valor ao produto e valorização do setor. “Devemos saber porque a Colômbia produz 1/3 da produção brasileira e consegue comercializar o seu produto no mercado externo a um preço de US$45,00 por saca a mais que café brasileiro”, questiona.
O Agrocafé é realizado pela Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé); Centro de Comércio do Café da Bahia (CCCBA); Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia(FAEB) e Senar/BA. O evento é patrocinado pelo Governo da Bahia; Banco do Brasil; Viça Café; Desembahia; Banco do Nordeste; SEBRAE/BA; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Petrobrás.
As inscrições podem ser feitas on-line. Mais informações podem ser obtidas através do site: www.agrocafe.com.br ou pelo telefone: (71) 2106-6600.
Nossos agradecimentos à Prefeitura Municipal de Itabela e a secretária Municipal de Agricultura ao Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela e à Pianna Rural, que nos proporcionaram mais esta cobertura a nível nacional
Por: Lílian Rodrigues – Jornalista
Email: agrocafe2009@gmail.com
lilianrodrigues@hotmail.com ou lilianaquino@gmail.com
VGA Assessoria e Comunicação
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