Familiares utilizam de fortes argumentos para provar que Alemão não matou Maurício Cotrim

Por: NossaCara.com
12/03/2008 - 22:13:35

Antonio Medeiros, “o Alemão”, também conhecido como “Tonho Doido”.A equipe de reportagem do portal de notícia Sul Bahia News, esteve na noite dessa terça-feira (11) na residência da família de Antonio Medeiros, “o Alemão”, , que está preso na penitenciária de Salvador, sob acusação de assassinar o ex-deputado e empresário Maurício Cotrim Guimarães. O convite partiu dos próprios familiares de Alemão, que queriam gravar entrevista e esclarecer a comunidade, que Antonio Medeiros não teve participação na morte de Cotrim. Segundo eles, há muitas testemunhas de que na ocasião do homicídio, Alemão estava em Eunápolis. 

Segundo a polícia, o pistoleiro Antonio Medeiros, assassinou Maurício Cotrim, com tiros de revolver, na companhia de um homem conhecido pelo apelido de Rock, que também disparou tiros de pistola 380, fato que ocorreu no dia 14 de Setembro de 2007, no fim da tarde, na Praça 02 de Julho, ocasião em que a vítima fazia caminhada.

Alemão foi preso em 14 de Novembro de 2007, três meses após o crime, quando
Leandro Souza Medeiros, filho de Alemão
estava em sua residência, à Rua Flamingo, número 178’A, bairro Moiséis Reis em Eunápolis, por uma equipe do delegado André Luiz Serra, coordenador da 22ª Coordenadoria de Polícia Civil do Interior, sediada na cidade de Guanambi-Ba, que foi designado para presidir o inquérito policial que investigava o caso. Na ocasião, Alemão confessou o crime.

Em entrevista ao Sul Bahia News, o filho de Alemão, Leandro Souza Medeiros, de 26 anos de idade, mais conhecido por “Leo”, afirmou que seu pai foi detido por policias que agiram de truculência na ocasião, não respeitando sua família, e que só confessou o crime por que apanhou da polícia. Segundo ele, horas após a polícia ter prendido Alemão, eles retornaram a vizinhança, para busca um revólver de calibre 32, que Alemão teria vendido para um vizinho, quando ele ouviu seu pai tossir e saiu na porta, momento em que teria visto Alemão com a cabeça molhada e com o corpo todo machucado, não conseguindo nem ao menos ficar de pé, aparentando ter sofrido agressão física da polícia. “Leo” acredita que, como forma de tortura, tenham colocado a cabeça de seu pai em algum recipiente d’água, para sufocá-lo, haja vista que ele estava molhado.

Leandro Medeiros ainda lembra que algumas testemunhas que presenciaram a cena do crime viram executar Maurício Cotrim, um homem moreno, de aproximadamente 1,85m; enquanto seu pai, é de pela branca e possui apenas 1,62m de altura.

A senhora Ednalva Souza Medeiros, de 48 anos de idade, que é casada com Antonio Medeiros há 28 anos, e tem quatro filhos com ele, também concedeu entrevista ao Sul Bahia News. Ela declarou que faz aniversário em 14 de Setembro, mesma data em que ocorreu o assassinato de Maurício Cotrim, e que nesse dia seu esposo estava em Eunápolis, em sua companhia, e comprou em um mercadinho, no próprio bairro onde residem, um jogo de formas de fazer bolo, para lhe presentear. O presente teria sido comprado e entregue no fim de tarde, mesma ocasião em que Cotrim estava sendo assassinado em praça pública, em Itamaraju.

Ednalva Medeiros afirmou ainda que, há semanas atrás, esteve na penitenciária de Salvador, onde Alemão está preso. Na ocasião, Alemão lhe confessou que só admitiu ter executado o ex-deputado porque apanhou da polícia. Segundo ela, seu esposo estava com nariz e costela quebrados em razão das pancadas que recebera.

Irmão do ex-deputado também inocenta Alemão

A hipótese da não participação de Alemão no crime de assassinato do ex-deputado, já tinha sido levantada antes pelo irmão dele, o senhor Milton Cotrim Guimarães, que conforme foi divulgado em primeira mão no Sul Bahia News, escreveu uma carta ao presidente da Assembléia Legislativa da Bahia, pedindo ao deputado Marcelo Nilo, que intermediasse junto a secretária de segurança pública do estado da Bahia a reabertura do Inquérito Policial do caso. Pois Milton afirmou não acreditar que alemão teria matado Maurício Cotrim, pois testemunhas que presenciaram a cena do crime, viram que o ex-deputado foi assassinado por um homem moreno, de aproximadamente 1,85 de altura; e Alemão é um homem baixo, branco, que mede apenas 1,62. Milton ainda frisou que a arma de Alemão e um revolver de calibre 32, e as balas que foram retiradas do corpo de Maurício são de revolver calibre 38.

Por: Daniel Borges / Fotos: João Pereira

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