
Por: Teoney Guerra
O preço do quilo do feijão carioquinha já está custando R$ 4,99 em pelo menos um supermercado de Eunápolis. Da mesma forma, o pãozinho e a carne bovina também tiveram altas nas últimas semanas. E a previsão é de que novos produtos alimentícios tenham os preços elevados nos próximos meses.
A alta no preço do pãozinho francês deveu-se a problemas externos, na Argentina: quebra de safra. Já os outros preços, estão subindo devido a fatores internos. O principal fator é a escassez de chuvas em quase todo o país.
O prolongado período de entressafra no Centro-Oeste pode diminuir a oferta da carne de gado, o que pressionará o preço da arroba do boi gordo para cima.
No interior paulista, por onde se espalham lavouras de cana-de-açúcar, laranja e café, o quadro não é diferente. Nos últimos meses choveu pouco, e já se especula sobre queda de safra.
No interior do nosso estado, a falta de chuvas prejudica principalmente a produção do feijão.
Como reflexo dessas altas nos preços, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apontou alta de 0,31% na segunda prévia de setembro, como informou nesta quinta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na primeira semana do mês, a alta registrada foi de 0,17%.
O principal item responsável pela variação positiva do indicador foi o grupo Alimentos. Destaque para alta na carne bovina (3,34% para 3,61%), panificados e biscoitos (0,82% para 1,53%) e frutas (-0,51% para 0,62%).
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