
Por: Teoney Guerra
Apesar das autoridades da área de segurança pública já terem reconhecido que cerca de 80% dos crimes – assaltos, furtos, roubos, assassinatos e tentativas de assassinatos – registrados em Eunápolis têm como causa as drogas, e existir uma lei municipal que determina a criação do Conselho Municipal Antidrogas (COMAD), o município não dispõe do referido conselho.
De acordo com o ativista Valmir Feijó, o COMAD chegou a ser criado no final de 2003, ano em que a lei foi sancionada pelo então prefeito Gediel Sepúlvida, porém, com a mudança de gestor, o conselho passou por um processo de esvaziamento, principalmente pelo fato dos representantes do poder público terem deixado a administração, assim foi desativado.
“A partir daí, as poucas tentativas de se criar um novo Conselho não deram certo”, lamenta o criador do movimento Drogas Nunca, Jesus Sempre, uma das entidades que cuidam de pessoas drogadas na cidade.
O Conselho Municipal Antidrogas tem como atribuição, propor as diretrizes da política municipal de prevenção ao uso indevido de drogas e substâncias que causam dependência física ou mental. E na sua inexistência, nada é feito com esse fim.
Em resumo, essa é a situação do combate às drogas no município, apesar das várias manifestações já feitas contra o tráfico e consumo de produtos entorpecentes, das quais, autoridades têm participado, declarando “preocupação”.
Essa situação levou a vereadora e presidente da Câmara Municipal, Carmem Lúcia, a apresentar no mês passado, um Requerimento que foi aprovado por unanimidade na casa legislativa, requerendo do poder Executivo, a imediata aplicação da lei (nº 463/2003).
Nossa reportagem falou sobre o assunto com Edna de Souza Alves Santos, secretária interina da Saúde, secretaria à qual fica vinculado o conselho. A gestora alegou que, por ter assumido a pasta há poucos dias, não tinha elementos para dar uma informação, mas garantiu encaminhar a solução do problema. Combinou com a reportagem, uma conversa até sexta-feira (10).