Idosa e filha têm atendimento humilhante no Banco do Brasil em Eunápolis

Por: NossaCara.com
06/06/2010 - 14:06:21

 Por: Teoney Guerra

Não bastasse o péssimo atendimento, que obriga os usuários a esperar até mais de quatro horas para serem atendidos, a agência do Banco do Brasil em Eunápolis dá demonstração de não ter respeito nem pelos idosos.

Na tarde desta sexta-feira (4), Jesuína Brito dos Santos, 83 anos, mãe do diretor do jornal eletrônico Nossa Cara.com que passa por graves problemas de saúde que a impedem, inclusive, de se locomover por esforço próprio, teve que passar por uma situação de verdadeiro constrangimento para ser atendida na agência do Banco do Brasil em Eunápolis.

A senhora Jesuina sendo amaprada palas Albertina (de verde) Alaide (com uma bolsa) e a nete Geiva Maiany ao sair da agência do Banco do BrasilO episódio teve início faltando cerca de 8 minutos para o encerramento do expediente bancário, quando a idosa chegou à porta da agência bancária num táxi, acompanhada da filha, Albertina dos Santos César. Como a idosa não pode se locomover, a filha foi até o primeiro andar da agência, onde explicou a um funcionário – que não foi identificado – a situação, e pediu que alguém do banco fosse colher a assinatura da idosa no benefício da previdência e, posteriormente, fizesse o pagamento a ela, ou à pessoa que a acompanhava, o que lhe foi negado, sob o argumento de que a pessoa que podia fazer isso já havia ido embora. Aí, orientaram Albertina para que tirasse uma senha e levasse a idosa ao caixa, no primeiro andar.
Argumentos não faltaram, mas a pessoa que a atendeu não se sensibilizou com o problema de saúde da idosa. Assim, Albertina tirou a senha e desceu para pegar sua mãe que ainda estava no táxi, na porta da agência. Ao retornar com a mãe, amparando-a, foi informada que não poderiam passar da área do auto-atendimento, uma vez que o horário do expediente já havia encerrado. Assim, não seriam atendidas. Depois de protestos e reclamações, um funcionário do banco autorizou a entrada da idosa e da filha para serem atendidas. Mas, mãe e filha tiveram dificuldade para entrar pela porta de segurança e pediram para terem acesso ao interior da agência por outra porta, o que também foi negado. Depois de outros protestos, tiveram acesso pela outra porta, mas ao tentar entrar no elevador que dá acesso ao primeiro andar, mãe e filha forma avisadas que o equipamento – instalado recentemente numa reforma que foi feita na agência - não estava funcionando “ainda”.

Mesmo assim, não foi feita por parte dos prepostos do banco, nenhuma tentativa de atendimento naquele local, no térreo. Dessa forma, só restou a Albertina, pegar sua mãe nos braços e, com muito esforço e sob o olhar indiferente dos seguranças, subir dois lances de escadas para que a beneficiária fosse atendida na boca do caixa, mais de meia hora depois.

Nossa reportagem tentou falar com a direção da agência, mas a porta não foi aberta e não foi possível falar com ninguém.

 

 

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