
Eunápolis – (07/01/09) Destacando que “justiça social e inclusão social passa necessariamente pela reforma agrária”, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Eunápolis, Almir Souza Ramos lamenta a lentidão como ela é conduzida pelo Governo Federal. Ele diz que junto com as mobilizações dos movimentos sociais criou-se grande expectativa com relação à reforma agrária, a partir do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, infelizmente, o tempo passa e inúmeros acampamentos aguardam “o desfecho a favor de uma luta legítima e justa de quem quer ocupar a terra para produzir e gerar riquezas”.
O sindicalista que estará no encontro desta sexta e sábado em Itabuna, diz que “faltam avanços, faltam empenhos governamentais no atendimento aos apelos dos movimentos sociais que representam famílias de sem terras morando tantas vezes à beira de estradas, e, isso, acaba desgastando lideranças que atuam dentro dessa luta”. O STTR/Eunápolis é ligado à FETAG e CONTAG, mas, igualmente, outros movimentos também lutam pelos avanços da reforma agrária como o MST e o MLT.
O encontro de Itabuna neste fim de semana reunindo representantes de sindicatos de trabalhadores e trabalhadoras rurais das regiões Sul, Baixo Sul e Extremo Sul da Bahia, servirá também para escolha dos delegados representarão as três regiões no Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, CONTAG, em Brasília, DF, previsto para março próximo.
Por: BentoQuinto