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Ela e o marido responderão pelo crime de falsificação de produtos terapêuticos e medicinais
Do R7, com TV Record
Uma tenente do Exército foi presa em flagrante na última terça-feira (22), no Riacho Fundo, Distrito Federal, acusada de fabricar suplementos alimentares sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O marido da militar, que é químico, também será autuado, mas está fora da cidade.
Segundo a PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal), o casal foi investigado por dois meses, mas ao longo das investigações surgiram denúncias anônimas que confirmaram o laboratório clandestino na QS 12, conjunto A, do Riacho Fundo.
Na casa, foram encontradas dezenas de produtos e equipamentos de produção, entre eles uma betoneira – máquina utlizada para processar cimento. De acordo com a polícia, o equipamento era usado para acelerar e aumentar a produção dos suplementos.
— Eles tinham uma linha de produção com a finalidade de fabricar esses suplementos. A pessoa achava que estava consumindo um suplemento de boa qualidade, mas estava utilizando suplemento de origem totalmente suspeita, que pode prejudicar a saúde das pessoas, afirmou o delegado Jefferson Lisboa, que conduziu as investigações.
Também foram encontrados produtos com data de validade vencida no local. O casal é acusado ainda de fazer cápsulas de produtos não autorizados no Brasil.
Eles vão responder pelo crime de falsificação de produtos terapêuticos e medicinais. Esse é um crime considerado hediondo no Brasil, com pena de 10 a 15 anos de prisão.
De acordo com André Godoy, da Anvisa, os produtos vendidos pela tenente do Exército e o químico podem ser comercializados no Brasil, mas é preciso ter o símbolo do órgão fiscalizador.
— São produtos que podem ser legalizados, são até hoje isentos de registro, mas precisam ser notificados. O estabelecimento tem que ter uma licença sanitária e boas práticas de fabricação com área de manipulação isolada, esclareceu Godoy.