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Por: Rose Marie Galvão / Radar 64
O secretário de Meio Ambiente de Eunápolis, Mauro Borges, apresentou um diagnóstico atualizado sobre os danos ambientais verificados no entorno da Bacia do Buranhém e disse que é preciso sair do estágio de estudos para a prática de ações de recuperação, como exemplo. “Precisamos isolar para proteger a nascente do Rio, no município de Santo Antônio do Jacinto, em Minas Gerais”, propôs ele. O diagnóstico foi realizado em conjunto pela Veracel S/A, Prefeitura de Eunápolis e Instituto Gambá.
Segundo o vereador Jorge Maécio [PP], autor do projeto de preservação do Rio Buranhém, “as audiências têm o objetivo de orientar e conscientizar a população sobre a importância das áreas de preservação permanente da nascente e margens do rio, e discutir, também, os critérios, formas e prazos para a recuperação das áreas degradadas. Assim, contamos com a participação de todas pessoas que ocupam as áreas próximas ao as Rio Buranhém”.

O programa conta com o envolvimento direto de várias instituições que deliberam, nesta sexta-feira, pela criação de um grupo permanente de trabalho e a elaboração de um relatório para acompanhando das ações implementadas. Também ficou decidido que a próxima reunião vai acontecer no dia 15 de julho no município de Guaratinga.

O encontro foi resultado de um projeto de Lei nº 27/2016, que institui o programa de recuperação e manutenção das matas ciliares no município de Eunápolis.
A Bacia Hidrográfica Buranhém abrange parte do leste de Minas Gerais até o sul da Bahia. Com uma área de 2.500 km², ela nasce no município de Santo Antônio de Jacinto, na Serra dos Aimorés, em Minas Gerais, e vai até Porto Seguro, percorrendo um total de 20 km em Minas e 128 km na Bahia.