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Por: Teoney Guerra
Cerca de uma centena de pessoas ligadas à Associação Comunitária de Desenvolvimento (ASCONDE), entidade que reúne famílias sem teto de Eunápolis, fez uma manifestação na manhã desta quinta-feira (05/09), na Câmara Municipal de Eunápolis.
Portando cartazes, os manifestantes agradeciam ao prefeito, Neto Guerrieri e ao vereador Jota Batista, pelo apoio recebido, no sentido de se estabelecerem numa área que ocupam há cerca de um mês, nas proximidades do bairro Colonial.
A presença dessas pessoas na Câmara, durante a sessão, trouxe novamente à casa legislativa, o debate sobre a ocupação irregular de áreas públicas do Município, na área urbana de Eunápolis. Tema já tratado nas últimas semanas pelo vereador, na imprensa e na tribuna da casa legislativa.
Há cerca de 10 dias, as 140 famílias representadas na manifestação, que estão ocupando a área próxima ao Colonial, foram informadas pelo promotor de Justiça, João Alves Neto - que esteve no local -, que teriam que deixar o local. O promotor alegou que a área é de preservação ambiental, por isso, não é permitido construir ali. Entretanto, até o momento, as famílias resistem a sair, e buscaram o apoio da administração municipal.
Falando à reportagem do Atlântica News, o presidente da Asconde, José Aldo Souza Santos afirmou que no dia 25 do mês passado, a Associação esteve com o prefeito, obtendo dele a garantia de que regularizará a situação, permitindo assim, que essas famílias sejam assentadas no local.
Ouvido pela reportagem, o secretário de Governo, Rafael Oliveira disse não ter conhecimento dessa garantia que teria sido dada pelo prefeito.
SEM TETO VERSUS ELITE – Durante a sessão, o vereador Jota Batista, que tem feito discursos na casa legislativa tratando da ocupação irregular de área públicas na cidade defendeu a fixação daquelas pessoas na área que ocupam. E voltou a acusar “gente da elite” de estar também ocupando de forma irregular áreas públicas, com a complacência das autoridades.
O vereador falou novamente da ocupação irregular de uma quadra inteira do hoje bairro Jardins de Eunápolis, cujo projeto do loteamento previa a instalação de equipamentos públicos naquela faixa de terra. Portando diversos documentos obtidos na Prefeitura, inclusive uma planta do loteamento, onde a faixa de terra estava gravada como área pública, acusou pessoas de alto poder aquisitivo e de influência na sociedade de haverem construído “mansões” na área pública.
“Não vou me calar. Vou continuar apoiando essa gente que precisa e não tem onde morar, nem que aconteça comigo o que aconteceu com Ronaldo Santana [radialista assassinado na cidade, na segunda metade da década de 90]”, afirmou, finalizando o pronunciamento.