
Por: Bento Quinto
Eunápolis – 10/12/2012 – O diretor da Pasta de Assalariados do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Florestais e da Silvicultura (STTR) de Eunápolis, Paulo Alves, é contundente ao dizer que a falta de sensibilidade e humanismo são os fatores que vêm atrapalhando as negociações da campanha salarial 2012/2013. “Já são quatro rodadas em torno da pauta elaborada com o consenso dos trabalhadores e trabalhadoras do viveiro e da colheita florestal, sem avanços significativos”, declara, acrescentando que isso configura frieza diante da importância da categoria, que contribui decisivamente para produção de riquezas da fábrica.
Assembleias de consultas à base organizadas e conduzidas pelo STTR, foram realizadas nos dias 06 e 07 do corrente. Segundo Paulo Alves, dia 06, quinta-feira, a partir das 04h00s da manhã, assembleia foi com os operadores da colheita florestal. No dia 07, sexta, às 04h00s da madrugada, outra assembleia foi feita com o pessoal da colheita. No mesmo dia, ainda na sexta-feira, duas outras assembleias foram conduzidas pelo Sindicato com os trabalhadores e trabalhadoras do viveiro da Veracel Celulose, sendo uma pela manhã e a outra à tarde, a partir das 13h30min.
O resultado “de todo esse processo de consulta a base”, diz o sindicalista, foi 33 votos dos trabalhadores dizendo SIM à proposta da Veracel, e, 198 outros votos da categoria dizendo NÃO à proposta da empresa apresentada para seus trabalhadores. “Isto significa”, prossegue, “que a proposta apresentada pela Veracel não atendeu os anseios da categoria”. Diz ainda que a consulta à base ocorreu de forma democrática. “De forma que a Comissão dos Trabalhadores e o STTR estão aguardando o retorno das negociações para que a Empresa apresente uma nova proposta, que deverá ser submetida a nova votação”, complementa.