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Por: Bento Quinto
Eunápolis – 16/11/12 – Uma comissão da Baixa Verde, comunidade formada por 101 famílias de trabalhadores rurais sem terras da FETAG, acaba de regressar de Salvador após ter participado de vários encontros e reuniões com autoridades de diversos poderes constituídos do Estado. Formada pelos membros da diretoria da Associação Agroecológica da Baixa Verde, Maurí de Fátima Walter, o Mauro (presidente); Edilson Cordeiro Valério (vice-presidente); e, Domingos José de Souza (acampado), a comissão foi recebida no último dia 13, às 17h00s, no auditório do INCRA, pela Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo.
Formada por representantes de poderes públicos a Comissão foi presidida pelo ouvidor agrário nacional, desembargador Gercino José da Silva Filho. Contou com as presenças do dr. Luiz Anselmo Pereira de Souza, coordenador executivo da CDA; dr. Afonso Henrique, representando o Conselho Nacional de Procuradores de Justiça; dr. José Ferreira Filho, promotor de justiça Para Assuntos Agrários da Bahia; major PM Paulo César Souza Cabral, coordenador de Mediação de Conflitos Agrários da Bahia; major PM Antônio Souza Sampaio, da Casa Militar do governador; Dra. Giovana de Andrade Bonfim, delegada da Polícia Civil Agrária da Bahia; e, outras autoridades.
Além desta, a Comissão da Associação Agroecológica Baixa Verde do Município de Eunápolis, participou, também, de outras reuniões esta semana na capital baiana, sendo que uma delas foi com o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJB), desembargador Mário Alberto Simões Hirs, no dia 14, na sala da presidência.
O presidente da Associação Baixa Verde, “Mauro” diz que “o objetivo maior desses encontros foi para decidir o destino das fazendas São Caetano e Uberlândia”, na região do Ponto Maneca, interior do Município de Eunápolis. As duas áreas somadas compreendem 1.630 hectares “e são objeto de uma discriminatória na Justiça Estadual”. Ele agradece o apoio e empenho do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STTR) do Município e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG) do Estado da Bahia, na pessoa de Tico Lisboa, “presente e atuante em todos os nossos encontros desta semana em Salvador”.
O sindicalista Tico Lisboa, presidente do STTR, diz que o presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJB), dr. Mário Alberto Simões Hirs, “falou que o processo do litígio das duas áreas em questão está em fase avançada, mas, é uma briga muito longa porque na Bahia não existem leis específicas para tratar essa questão fundiária”. Segundo ele, o presidente do TJB disse precisar de um parecer de um dos promotores de Eunápolis, responsável pelo processo. “O histórico nos mostra que eles são sérios e têm se manifestado sempre a favor da justiça, jamais pendendo para nenhum outro caminho”, comenta Tico. Diz ainda que o presidente do Tribunal afirmou que “o juiz de Eunápolis, responsável pelo caso, dr. Otaviano Sobrinho, é um jovem inteligente e deve ser muito estudioso, porque ele age rápido e a notícia que temos aqui, e eu posso afirmar que ele é um juiz sério no qual posso confiar”.