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Por: Gilberto Flaviano
É visível o cenário da expansão do mercado de carnes na região Sul do Estado. Enquanto alguns dos grandes frigoríficos do Brasil fazem uma imagem ruim dos endividados é chegada é chegada, a hora dos estabelecimentos de médio porte.
Sabe-se desde sempre, que o gado “migra”, oscilando sua população de acordo com o interesse do proprietário das terras. Assim ocorreu em nossa região, onde o gado cedeu espaço para o eucalipto, mamão, coco e mais. Onde se constroem grandes abatedouros, um dia o gado se vai e ficam as portentosas ociosas e inviáveis economicamente. Plantas de médio porte, por isto, desde que o Brasil acertou a vocação de multiculturas agrícolas é a tendência pelo baixo custo operacional. Gilberto do Frigopar planejava em 1997, construir no Estado da Bahia algo em torno de dez unidades de pequeno e médio porte, para algo em torno de dez a quinze mil abate mensais entre bovinos, ovinos, caprino e suínos.
Decorridos onze anos da inauguração do Frigopar, com custos enxutos, ainda necessitamos ver lapidados e amparados pelas autoridades públicas o frigorífico da região, que tem dificuldades em combater de forma solitária, o abate clandestino e a venda ilegal de produtos sem inspeção sanitária, mesmo assim, o cenário vai mudando rapidamente e a população tomando consciência da qualidade do produto que adquire, basta ver que dez anos atrás, não tínhamos na cidade nenhum ponto de venda de carne com procedência.
Feiras livres eram a vergonha do povo que recebia seus amigos de outras regiões onde existem imagens bizarras que vemos constantemente na mídia. Imagens estas que levam o turista a se recusar a comer carnes, trazendo prejuízos ao comerciante que pouco vende do seu mais rentável produto.
Inaugurado o Frigopar a duras penas, e o panorama começou a mudar Gilberto fez inúmeras palestras em órgãos e instituições de Eunápolis e Porto Seguro, espalhou banners e outdoors pelo Extremo Sul e lutou bastante, até entregar extenuado o comando da empresa a dona Carli, que também luta até hoje contra o retorno visível da carne criminosa a pontos ditos nobres de venda de carnes.
O ex supermercado Norte Sul ao inaugurado na época tinha uma bela seção de carnes, outros estabelecimentos seguiram o exemplo, mais ainda nos mercados da periferia e nas feiras livres o cenário era crítico.
As feiras livres ainda hoje teimam em vender carne não resfriada. Redes de mercados de luxo expõem carnes estragadas e apelidadas de “charque” ou “carne de sol”, denegrindo a imagem do produto vendido na região, oriundas de gado de altíssimo padrão de qualidade, mérito da Associação de Criadores que faz ver aos seus associados os benefícios da engorda e a venda para o abate com o peso ideal, gerando ganhos maiores e melhor qualidade do produto final.
Nota-se através de matérias veiculadas em jornais do estado, que o Sindicato da Indústria de Carnes da Bahia vem atuando de forma dinâmica e firme visando estabelecer a população e conclamar as autoridades a se posicionarem no trato ao abate clandestino.
Seu presidente, Péricles Salazar, profundo conhecedor do tema, tem ligações direta com a Associação Brasileira da Indústria Frigorifica – ABRAFRIGO -, Com a FIEB, e a FIESP, e tem trânsito livre em Brasília e no governo do Estado da Bahia, e ainda com grupos poderosos que querem todos em uníssona voz acabar com a venda de carnes clandestina.
Para os próximos meses, ações pesadas estarão sendo levadas a cabo pelo SINCAR-BA., Iniciando-se desta vez de forma definitiva, a erradicação da carne de mato, do couro que é comprado a preço de banana do incauto dono do boi vendido a preços baixos para os compradores de couro de outros estados. Que depois revendem lá fora por sessenta reais. Quando se paga aqui no máximo trinta reais, levando muitos a perderem dinheiro e poucos a ganharem muito.
O frigorifico de Eunápolis pretende ainda, contribuindo com o ciclo da carne, mudar o sistema de cobrança de taxas de abates, mas o tema somente será levado a público quando a formatação final da idéia, quando estiver mais clara a ação de marchantes, o posicionamento do governador do Estado quanto a criação de novas indústrias na região objetivando o aproveitamento de todos os subprodutos da carne, gerando aqui os empregos que o caminhão de couro leva embora, e os ossos que são jogados no mato e enterrados destruindo o meio ambiente, a implantação de uma polo da indústria de carnes, poderia transformar a realidade deste segmento econômico com o real crescimento da região.
Gente do ramo promete para o ano que vem, uma nova realidade dentro do mercado bovino, de carnes e da indústria alimentícia da região. Fala-se da instalação de um supermercado de grupo estrangeiro, de um curtume industrial, de fábricas de botas e calçados, roupas de couro, e de uma estrutura para a criação de suínos e produção de seus derivados. E ainda fomos informados que um poderoso grupo industrial cearense, fabricante de massas tem interesse em se instalar em nossa região.
Se isso acontecer se cumprirá o que o amigo Gilberto pregava quando aqui chegou com a empolgação de um jovem executivo profundo conhecedor do assunto. Que as profecias de Gilberto se cumpra, pois Eunápolis mais do que nunca, necessita gerar emprego e renda.
Assim, esperamos que a população, interessada na qualidade da cerne que consome, busque se posicionar, evitando comprar carne escura e quente, carne de feira ou exposta sem refrigeração, em balcões comuns, denunciando o abate clandestino, carne estraga ou mal acondicionada.
Pense antes de comprar, inteire-se da procedência. Veja a coloração da carne, enfim, use seus direitos consumir uma carne de qualidade, dando a sua família a proteção alimentar que ela merece.