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Alunos do curso de Informática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA-Eunápolis) realizaram no mês passado, uma pesquisa acadêmica que teve como finalidade, ajudar a detectar falhas na segurança nos sites e jornais eletrônicos de Eunápolis.
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O resultado foi a constatação de que todos eles estão bastante vulneráveis ao ataque de hackers. De uma forma geral, a situação foi considerada “desesperadora, pois qualquer pessoa, com um mínimo de conhecimento de programação, consegue entrar nos sites e fazer o que bem quiser”, afirmaram.
O próprio site do IFBA Eunápolis foi testado, e com facilidade, os estudantes, atuando como “hackers” conseguiram ter acesso às senhas de todos os gestores e professores do Instituto.
Na segunda-feira, dia 9, a reportagem do Nossacara.com falou com três dos alunos: Pedro Vieira (16), Pedro Paulo Silveira (16) e Thallis Ribeiro (15), que estavam acompanhados do professor Marcos Paranhos.
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O trabalho acadêmico foi feito com o acesso aos sites, para verificar quais são os mais vulneráveis. Nesse aspecto, foi considerado mais suscetível a invasões o da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Eunápolis, que foi considerado “totalmente vulnerável”. “Basta ter conhecimentos básicos de programação para invadi-lo e alterar todo o banco de dados”, afirmaram os alunos.
Para os estudantes, no caso da CDL, essa segurança frágil é ainda mais perigosa do que os outros sites, porque “um hacker mal intencionado pode causar um verdadeiro estrago, já que os bancos de dados da entidade estão expostos para quem quiser entrar”, alerta a professor Marcos.
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O grupo disse que vai entrar em contato com a CDL e avisar sobre esse problema do site.
Outro site considerado bastante vulnerável é o de uma faculdade sediada no município.
Já os jornais eletrônicos, apesar de um pouco mais seguros, todos apresentaram muita fragilidade; uns mais, outros menos. Testes foram feitos no Nossacara.com, Rota 51.com, Radar64.com, e no AtlânticaNews.com.br. Para classificar e monitorar a segurança, os estudantes vão criar um tabela de classificação.
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Os alunos do IFBA alertaram ainda, para a utilização de senhas muito fracas pelos administradores dos sites, assim como pelas pessoas, como sequências de números [1,2,3,4, por exemplo], número do CPF, o próprio nome ou palavras como Jesus ou Deus. Desaconselharam também a utilização das mesmas senhas bancárias, ou de redes sociais.
“Com essa pesquisa, queremos contribuir para a segurança dos sites locais, e ajudar a evitar situações muito prejudiciais a esses veículos, como a que, há algumas semanas, deixou um site, fora do ar, durante vários dias”, explicou o professor.
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