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O incidente ocorreu ontem durante a cerimônia mensal da troca da Bandeira Nacional
Brasília. Dois caças da Força Aérea Brasileira (FAB), que realizavam sobrevoo na Praça do Três Poderes, em Brasília, causaram danos às vidraças de alguns órgãos públicos na manhã de ontem. Segundo nota divulgada pela FAB, o incidente ocorreu durante a troca da bandeira nacional, que acontece em todo primeiro final de semana do mês.
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Apesar do dano causado à fachada envidraçada da sede do Supremo, o Iphan informou que é reversível e não comprometeu o patrimônio.
"Duas aeronaves Mirage 2000 executaram sobrevoo do local. No momento da passagem, uma onda de choque causou danos às vidraças de alguns órgãos públicos. O Comando da Aeronáutica já iniciou a apuração das circunstâncias do fato e irá ressarcir os prejuízos decorrentes", diz a nota.
O prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) teve cerca de 40 janelas quebradas (17 só na parte da frente) e, quando o caça passou sobre o prédio, foi ouvido um estrondo. O outro Mirage fez voo no sentido da Esplanada dos Ministérios.
Na tarde de ontem, brigadistas que trabalham na sede do STF faziam a retirada de restos dos vidros das janelas que quebraram. O prédio está isolado, mas como o STF está em recesso não ocorrem as visitas do público. O prédio do STF é considerado uma das obras-primas do arquiteto Oscar Niemeyer.
Como todas as construções que formam a Praça dos Três Poderes, integra a lista de itens que fazem de Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1987. Apesar do dano causado à fachada envidraçada da sede do Supremo, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que o dano causado ao STF, por ter se limitado à quebra dos vidros, é reversível e que o problema, portanto, é passível de solução e não chega a comprometer o patrimônio em questão.
Esquadrilha
A Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira (FAB), comemorou ontem os 60 anos de sua criação, com demonstrações acrobáticas na capital federal ao público concentrado na Praça dos Três Poderes. Os brasilenses assistiram antes à cerimônia mensal da troca da Bandeira Nacional, em frente ao Palácio do Planalto. Sete aeronaves T-27, fabricados pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), executaram 55 manobras acrobáticas, de forma isolada e em conjunto, fazendo desenhos de fumaça no céu de Brasília.
Muitas das manobras bateram recordes mundiais. Em 2006, os T-27 quebraram recorde ao executar manobras conjuntas com 12 aeronaves - limite superior ao de 2002, quando houve a participação de 11 aviões -, como destaca o capitão João Pivovar, piloto da esquadrilha. Segundo ele, a FAB recebe cerca de 1,2 mil pedidos de demonstrações por ano, mas só consegue cumprir 10% desse total, pois os aviões são usados também na defesa aérea.
"O tempo de treinamento na esquadrilha varia de um a quatro anos e, todo ano, são trocados três dos 13 pilotos. Eu mesmo treinei 15 anos antes de ingressar na esquadrilha", disse.