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Por: Fernanda Calgaro
Do UOL, em São Paulo
Vejam no link abaixo a matéria completa mais fotos e vídeo
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/06/07/viuva-que-matou-e-esquartejou-executivo-da-yoki-esta-arrependida-diz-advogado-de-defesa.htm
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Elize Matsunaga, 38, que confessou na quarta-feira (6) ter matado e esquartejado o marido, Marcos Kitano Matsunaga, diretor-executivo da Yoki, está arrependida, segundo o seu advogado de defesa, Luciano de Freitas Santoro. A afirmação dele foi feita nesta quarta-feira (7) ao UOL, horas depois de ter conversado com Elize. Ela está na cadeia pública de Itapevi (SP).
“O arrependimento dela é evidente. Ela disse que, se pudesse voltar atrás, não teria puxado o gatilho. Está muito chorosa e preocupada com a filha”, relatou. "Elize perdeu tudo. O crime não teve nenhuma motivação econômica. Com a morte do marido, ela perdeu tudo. Se fôssemos ver, o mais vantajoso era ela se separar e pedir uma pensão, mas ela perdeu a cabeça. "
Santoro afirmou que a jovem não tem conseguido dormir nem se alimentar direito na cadeia, onde ocupa uma cela sozinha.
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A decisão sobre quem irá cuidar da filha do casal ainda não foi tomada, mas, segundo Santoro, a intenção é que seja em comum acordo entre as duas famílias, sem precisar brigar na Justiça pela guarda da criança. "Hoje, a menina está sob os cuidados de uma tia da Elize, que já conhece a rotina dela." A reportagem tentou contato com o advogado da família da vítima, Luiz Flávio D' Urso, para confirmar a informação, mas não conseguiu.
Quando o crime ocorreu, a filha dormia no seu quarto. Como o apartamento é grande, com mais de 500 m², a criança não teria notado nada, segundo Santoro.
O advogado informou ainda que estuda quais serão os próximos passos da defesa. "Antes de pedir um habeas corpus, há outras medidas que podem ser tomadas, como o pedido de revogação da prisão temporária, que expira dia 24 de junho, ou da preventiva, caso venha a ser pedida depois. No entanto, no momento, prefiro não falar sobre isso."
Depoimento
Elize depôs nessa quarta (6) durante cerca de oito horas na sede do DHPP. Segundo o delegado Jorge Carrasco, chefe do departamento, ela não contou com a ajuda de outra pessoa para assassinar o marido e deverá responder por homicídio qualificado. O delegado disse não acreditar que houve premeditação.
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De acordo com o policial, no depoimento, Elize confessou o crime e disse ter agido sozinha, reafirmando a tese de que o crime foi passional. "O depoimento foi muito convincente", disse o delegado, acrescentando que se ela emocionou nos momentos em que a filha de um ano foi citada e chegou a chorar.
A bacharel em direito e técnica de enfermagem chegou ao DHPP, na região central de São Paulo, por volta das 11h, levada da cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo, onde passou a noite. Ela está presa temporariamente desde segunda-feira (4), por determinação judicial. A polícia conseguiu a prorrogação da prisão temporária de Elize por mais 15 dias.