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Aconteceu no domingo (03), na AABB- Associação Atlética do Banco do Brasil, a comemoração do aniversário de Ailton Miranda Bahia com churrasco e muito forró.
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O ambiente familiar motivou o patriarca dos Bahia, seu Ailton, a relembrar fragmentos da vida de trabalho e doação à família, que resultava em momentos como aquele, de completa realização.
Quarto dos dez filhos do casal Enedino Antunes Bahia e Jovita da Rocha Miranda, assim como os irmãos, não teve vida fácil. Cresceu no trabalho na roça, inicialmente na pequena propriedade de três alqueires da família. Da infância doentia e a criação sob a rigorosa vigilância do pai – o que era normal naquela época -, guarda boas e tristes lembranças, principalmente por ter sido considerado quase morto aos dez anos, durante um ataque de ‘amarelão’: “Fui salvo tomando Ankilostomina Fontoura, comprada em Minas Gerais, por João Camilo, um amigo da família, numa viagem que demorou cinco dias”, se recorda.
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Apesar da fragilidade da saúde, por volta dos 15 anos começou a vida de trabalhador braçal nas fazendas da região, fazendo todo tipo de trabalho para outros. “Fiz cerca, cuidei e toquei gado, plantei e colhi. Vendi até quiabo”, disse. Aos 21 anos o casamento com Marildes Lima Bahia – Lidinha – e os primeiros filhos: Júnior e Maysa. Tempos de muitas dificuldades vividas com a família, que talvez o tenham tornado “muito seguro” com o dinheiro adquirido.
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Também está vivo na memória, o primeiro negócio que fez aos 24 anos: a compra de duas vacas, início de uma nova vida, próspera, de comerciante e corretor de gado. “No dia 30 de outubro de 1974, sentei no meu primeiro alqueire de terra”, rememora. Uma referência à compra do direito de posse de uma pequena propriedade, que media, exatamente, um alqueire, e depois se tornou a fazenda que ainda hoje tem no Ponto Bahia. Depois adquiriu uma caminhonete com a qual passou a pegar fretes. “Cansei de transportar por sábado, seiscentos, setecentos sacos de farinha. Pegando na cabeça, carregando a caminhonete e depois transportando. Todo esse trabalho sozinho, para economizar”, ressaltou Ailton.
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