Ailton Bahia comemora aniversário em alto estilo com parentes e amigos

Por: Da Redação
06/06/2012 - 14:06:14

Aconteceu no domingo (03), na AABB- Associação Atlética do Banco do Brasil, a comemoração do aniversário de Ailton Miranda Bahia com churrasco e muito forró.

O ambiente familiar motivou o patriarca dos Bahia, seu Ailton, a relembrar fragmentos da vida de trabalho e doação à família, que resultava em momentos como aquele, de completa realização.

Quarto dos dez filhos do casal Enedino Antunes Bahia e Jovita da Rocha Miranda, assim como os irmãos, não teve vida fácil. Cresceu no trabalho na roça, inicialmente na pequena propriedade de três alqueires da família. Da infância doentia e a criação sob a rigorosa vigilância do pai – o que era normal naquela época -, guarda boas e tristes lembranças, principalmente por ter sido considerado quase morto aos dez anos, durante um ataque de ‘amarelão’: “Fui salvo tomando Ankilostomina Fontoura, comprada em Minas Gerais, por João Camilo, um amigo da família, numa viagem que demorou cinco dias”, se recorda.

Apesar da fragilidade da saúde, por volta dos 15 anos começou a vida de trabalhador braçal nas fazendas da região, fazendo todo tipo de trabalho para outros. “Fiz cerca, cuidei e toquei gado, plantei e colhi. Vendi até quiabo”, disse. Aos 21 anos o casamento com Marildes Lima Bahia – Lidinha – e os primeiros filhos: Júnior e Maysa. Tempos de muitas dificuldades vividas com a família, que talvez o tenham tornado “muito seguro” com o dinheiro adquirido.

Também está vivo na memória, o primeiro negócio que fez aos 24 anos: a compra de duas vacas, início de uma nova vida, próspera, de comerciante e corretor de gado. “No dia 30 de outubro de 1974, sentei no meu primeiro alqueire de terra”, rememora. Uma referência à compra do direito de posse de uma pequena propriedade, que media, exatamente, um alqueire, e depois se tornou a fazenda que ainda hoje tem no Ponto Bahia. Depois adquiriu uma caminhonete com a qual passou a pegar fretes. “Cansei de transportar por sábado, seiscentos, setecentos sacos de farinha. Pegando na cabeça, carregando a caminhonete e depois transportando. Todo esse trabalho sozinho, para economizar”, ressaltou Ailton. 

 

 

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