Grito da Terra Brasil mexe no Código Florestal e consegue 18 bilhões para a Agricultura Familiar

Por: Bento Quinto
04/06/2012 - 10:21:51

Por: Bento Quinto

Eunápolis – 03/06/12 – Regressando de Brasília, DF, onde participou da 18ª edição do Grito da Terra Brasil, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Eunápolis (STTR), Ailton Queiroz Lisboa (Tico), concedeu entrevista à imprensa local afirmando que o evento reuniu 4 mil e 200 sindicatos do segmento de todo o País, além das federações (FETAG,s) dos 27 estados e a Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG). “Com firmeza e eloqüência fizemos o nosso clamor junto ao Governo Federal, apresentando nossas demandas”, diz o sindicalista, acrescentando que foi positivo o encontro com o Governo Dilma “que nos liberou R$-18 bilhões de reais para a Agricultura Familiar e fez as adequações necessárias ao novo Código Florestal Brasileiro dentro do que desejávamos”.

Tico Lisboa, que também é secretário de política agrária da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia (CONTAG), foi à Capital da República acompanhado “de cerca de 50 lideranças sindicais daqui do Extremo Sul” e lá se somaram a outros cerca de 8 mil trabalhadores de todo o Brasil. “Fomos ajudar nas negociações e no dia 30 último tivemos o ponto alto do Grito da Terra (GTB) na Esplanada dos Ministérios”, explica. O GTB produziu  audiências com 15 ministros e  a presidenta Dilma Rousseff, em quinze dias.

Para o sindicalista entre as várias conquistas obtidas através do 18° GTB está o conjunto de modificações no novo Código Florestal que atende o pleito da Agricultura Familiar brasileira. Segundo Tico, as discussões na Câmara Federal sobre o novo código tratavam a Agricultura Familiar como se esta fosse o próprio Agronegócio. “E não é; tem que separar”, explica, acrescentando que “quando se fala em Agronegócio está se falando da grande produção feita por grandes empreendedores donos de vastas áreas de terras como os latifúndios”. “Eles”, continua, “utilizam muito agrotóxicos, grandes quantidades de venenos e desmatam muito”. Já na Agricultura Familiar as áreas são pequenas, abertas e quando matas são pequenas florestas. Com isso, agora, o novo Código faz plena distinção entre esses dois setores da produção rural e, é claro, estabelece os critérios correspondentes a  cada um. “É uma vitória nossa”, comemora.

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