A audiência marcada pra tarde de quinta-feira (28), onde a Suzano Papel e
Celulose, move ação por danos morais contra fomentados representados pela Apresba (Associação dos Produtores Rurais do Extremo Sul da Bahia), JG outdoor e Top Mídia que colocou em diversos pontos do Extremo Sul outdoors com dizeres que, segundo a Suzano, denegria a imagem da empresa perante a sociedade.
No horário marcado para realização da audiência, centenas de pessoas com faixas e camisetas com frase contra a Suzano se concentraram em frente ao Fórum,
recebendo apoio de diversos políticos da região que vieram manifestar apoio à manifestação contra a Suzano e a favor dos fomentados. Após muito tumulto, a audiência começou e as faixas contra a Suzano continuavam expostas do lado de fora do Fórum.
Uma nova audiência foi marcada para o dia 18 de agosto, onde até lá pretende se criar um grupo de discussão pra negociar com a Suzano Papel e Celulose. O advogado de defesa da Apresba, Dr. Paulo Américo Barreto, comentou ao sair da sala que a empresa se demonstrou aberta a conciliar, e que o processo foi suspenso pelo prazo de 30
dias. A empresa criará neste período um grupo de trabalho para sentar com a associação e dar andamento às solicitações dos produtores rurais. Já os advogados da Suzano Papel e Celulose preferiram não prestar nenhuma informação.
Em sua saída, o Sr. Darilo Carlos Sousa, presidente do Núcleo da Madeira da Apresba, manifestou seu ponto de vista afirmando que: ao longo dos anos, a Suzano vem preterindo o Estado da Bahia, priorizando mão-de-obra de outros estados. “Essa empresa tem derrubado os sonhos destas cidades. Os outdoors não foram colocados para macular a
imagem da empresa”.
Ao falar sobre o resultado da audiência, Darilo informou: “Ficou acordado uma nova audiência para o dia 18 de agosto deste ano, e em uma demonstração de humildade, a Suzano promete criar um grupo de trabalho para acertar com os produtores”.
Texto fotos e video do Sulbahia News.com.br