Tecnologia que faz chover pode ser um primeiro passo para o homem dominar o céu. Abaixo de Deus!

Por: NossaCara.com
13/05/2009 - 07:42:03

Texto e fotos do jornal eletrônico http://www.vanguardabahia.com.br

Após ter feito chover nos municípios baianos de Correntina e Jaborandi, no extremo oeste da Bahia, o avião Aztec-bior, da empresa Modclima, está em estudo de outras regiões aonde as chuvas que estão enchendo cidades ao nordeste e sul do Brasil não estão atingindo. Em algumas regiões ainda é necessário os trabalhos de produção de chuvas artificiais.

Para os municípios baianos a base operacional foi instalada na cidade de Posse, em Goiás, limítrofe com a Bahia. Deu efeito foi amenizado os problemas dos agricultores com a estiagem. A vinda ao estado da tecnologia deve-se a empresa Conap Consultoria Agropecuária, que reuniu vinte e três de seus clientes nas referidas cidades, para testar a tecnologia desenvolvida pelo engenheiro.

Aquela expressão "só faltou fazer chover" não se aplica ao engenheiro paulista Takeshi Imai. Há alguns anos, ele é parceiro de São José, o santo que traz chuvas para o Nordeste. Imai inventou um método que acelera a precipitação de chuvas sem uso de produtos químicos, apenas borrifando micropartículas de água na base das nuvens. A técnica já empregada em larga sul no sul, vai ganhando corpo nas regiões secas nordestinas.

Fabricante de máquinas agrícolas e inventor de engenhocas de todos os tipos, Imai começou suas pesquisas sobre chuva há trinta e um anos. Seu interesse era descobrir como a nuvem se forma, cresce, precipita e vira tempestade. Descobriu que a teoria da evaporação com origem no solo estava errada. "A teoria do calor latente está furada. Não vai formar nuvem. Essa energia vira vento".

FAZENDO CHOVER

Então, o "Professor Pardal" nipônico/brasileiro resolveu aproveitar essa energia e criou a semeadura por gotas de tamanho controlado, que usa água potável, e não produtos químicos, como iodeto de prata ou cloreto de sódio, para estimular as nuvens em determinadas áreas. O trabalho utiliza um avião bimotor para fazer a semeadura dentro das nuvens “cumulus congestus”.

Nem todas as nuvens têm quantidade de gotículas de água suficiente para atingir um tamanho de gota que precipite. O processo de Imai borrifa micropartículas de água nas nuvens, que começam a se aglutinar e criam a gota com peso suficiente para compor a chuva e cair. Nas nuvens, segundo o engenheiro, a gota coletora faz o conjunto se precipitar. "A gota se forma quando a umidade chega a 101%." Essa microgota tem tamanho de 10 até 50 mícron. E a partir de 36 mícron, começa a existir a possibilidade de se grudar uma na outra e formar o pingo de chuva.

As gotas de tamanho controlado de Imai são induzidas a grudar uma na outra. Parece coisa de louco, mas é realidade. Dá certo. Desde janeiro, por sobre as Represas do Sistema Cantareira e Alto Tietê, sua equipe da Modclima - Modificação Consciente do Clima e Ambiente já fez 182 vôos. Em 142 deles foi possível semear as nuvens. E em 58 vôos houve chuva, incluindo na quinta-feira, quando a reportagem participou da ação na região de Bragança Paulista e Atibaia, sobre as Represas Jaguari e Jacareí.

"Mesmo nesse período do ano, quando as chuvas são mais constantes, a gente sente que pára de chover por vários dias. E com o avião, sistematicamente, quase todos os dias chove. Isso melhora o volume das represas", explicou Rodolfo Baroncelli, da Unidade de Negócios de Produção de Água da Sabesp, DE São Paulo. O maior sistema da companhia, o Cantareira, que atende quase 9 milhões de pessoas, é vital para evitar desabastecimento. "Há menos chuva na bacia (do Sistema Cantareira) e muito mais gente gastando água", afirmou.

A engenhoca criada por Imai é capaz de produzir e borrifar 8,8 bilhões de gotículas por litro d`água. São cerca de 60 gotículas por centímetro quadrado. Essa máquina fica presa na asa e na cauda do avião, que entra na nuvem e faz a semeadura. Essas gotas lançadas pelo avião são maiores e colidem com a menores, se aglutinam, crescem rapidamente e provocam a chuva. "Quando fui indicado para pilotar o avião, achei que era uma coisa de louco. Mas depois vi que realmente funciona, é sério", contou o comandante Alexandre Loureiro, que está com Imai há um ano.

TECNOLOGIA RECONNHECIDA

A tecnologia patenteada pela ModClima ganhou a medalha de ouro da ciência no “7º Simpósio Internacional da Água”, em Cannes, na França. Este ano a empresa recebeu um pedido formal do Ministério do Meio Ambiente para atuar na região da Chapada Diamantina, na Bahia, uma reserva ambiental que estava sendo consumida pelo fogo, e deu certo.

Diariamente, a cabeça de Takeshi Imai está literalmente nas nuvens, seu ganha-pão. "O grande desafio agora é medir o tamanho das gotas das chuvas e precisamos de um aparelho especial para saber exatamente quanto conseguimos fazer chover", conta.

EVITANDO ENCHENTES?

O equipamento tem um nome difícil, “disdrômetro”. Mas isso não atrapalha a vida do engenheiro. "No ano passado, fiquei na UTI com uma grave infecção e quase morri. Quando estava para sair, o pessoal da Sabesp (empresda de abastecimento de São Paulo) veio falar comigo para continuar esse trabalho de semear as nuvens.

"Como ganhei uma prorrogação de vida, acho que tenho de ajudar a humanidade", desabafou Imai, que não se incomoda em ser comparado a um santo chovedor. Mas ele evita rezar para Santa Clara, a quem a população apela para fazer parar de chover. Já dizia o mestre baiano Dorival Caymmi: "Santa Clara clareou.../ Vai chuva, vem sol".

Mas, nem o invetor e nem a Defesa Civil buscou uma experiência: Fazer chover antes do local vuneravel, ou seja “fertelizare” as nuvens enquanto sobrevoam um lugart mais distante para onde levarão tragédias, Ai os céus, abaixo de Deus, estarão dominados pelo homem.

PUBLICIDADE

Últimas Notícias



PUBLICIDADE

Copyright © 2003 / 2026 - Todos os direitos reservados
NossaCara.com é propriedade da empresa Nossa Cara Ponto Comunicações e Serviços Ltda.
CNPJ: 07.260.541/0001-06 - Fone: (73) 98866-5262 WhatsApp