INB: Quando o patriotismo vai para o buraco

Por: NossaCara.com
10/04/2009 - 14:58:40

Seu Pedro (*)

Abro minha caixa de mensagens e uma notícia que me chega me faz refletir sobre um ato patriótico de mais de seis décadas. Um Almirante de nossa Marinha, um brasileiro de fato, Álvaro Alberto, em pleno vigor da II Grande Guerra enfrentou desafios para que tivéssemos esta soberania, já que nossas reservas declaradas de urânio estão em sexta colocação, uma boa parte em Caetité, município que se beneficia disto e dá ao Brasil uma poção de patriotismo.  

O avanço da energia nuclear brasileira sempre esteve em tropeços, mas vencidas de forma patriótica, basta ver fatos acontecidos com o
Almirante Álvaro Alberto nacionalista que faleceu em 31 de janeiro de 1976, mas que o presidente Emílio Garrastazu Medice que o homenageou nomeando a Central Nuclear de Angra dos Reis como Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto.

Há desejo recalcado em muitos, mal informados e que pegam como base somente as velhas e más notícias sobre a energia nuclear, não se parando que é energia limpa e suja, não sabendo distinguir que é bom atômica e energia para paz, não sabendo sequer que se houver alguma mal a saúde isso vem milênios não cabendo aos atuais mineradores culpa pelo que Deus plantou no solo do sertão, para que seja moeda redentora a miséria que parecem querer que o sertão vire.

São grupos em que se envolvem padres e "preocupados" senhores, que se deixam liderar por desejos estrangeiros, mais claramente o Greenpeace, que já foi revelado ser um cofre de super-esmolas de quem crê que com alguma vultosa doação pode estar preservando as baleias e o mundo contra os "males" da energia nuclear. Os males não são da geração de energia, e nem menos da mineração do urânio. São unicamente da radiação que hoje sendo monitorada não oferece riscos. Mas a radioatividade natural existe bem antes de Caetité ou outra cidade sertaneja ser fundada. E o Greenpeace iria brigar com Criador do Mundo?

Olho como negativos os que querem atraso ao progresso em nome males especulativos. Por parte de quem muito reza, mas não busca a benção do entendimento. De quem não abre a bíblia da ciência para saber que o desenvolvimento do homem sempre esteve atrelado ao conhecimento, e isto não contraria a Deus, afinal ele é o Senhor do ouro, da prata, do petróleo e do urânio também. Esses querem que o patriotismo vá para o buraco.

Mas a notícia recebida no meu e-mail dá conta que a Indústrias Nucleares do Brasil - INB, que avança com segurança e respeito ao meio-ambiente, no prazo máximo de dois anos estará operando uma mina subterrânea em Caetité. Neste município já explora a Mina da Cachoeira em céu aberto, e a nova mina prospecta retirar 600 toneladas/ano do minério urânio, dando junto com outras minas a serem operadas a autonomia do Brasil em energia limpa e segura, o nosso combustível nuclear. E a isto podemos literalmente dizer que o patriotismo indo para o buraco.

(*) Seu Pedro é o jornalista Pedro Diedrichs, editor do jornal Vanguarda Bahia, impresso e virtual, e acompanha a evolução desta energia desde que a INB não existia, era Núcleobras, época da II Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI do Senado, presidida pelo senador de Mato Grosso, Italívio Coelho. Mas que somente em 2001, a convite da então presidência da empresa, pode conhecer presencialmente o sistema nuclear brasileiro com visitas aos principais pontos, o que incluiu conhecimentos sobre o projeto do submarino nuclear brasileiro, em visita ao Centro Tecnológico da Marinha, em Iperó, SP. Conheceu a fábrica de combustível nuclear e o centro de centrifugação e enriquecimento de urânio desenvolvido em Resende, RJ, prestes a entrar em funcionamento possibilitando a soberania brasileira no setor nuclear.

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