
Já se tornou uma tradição para os filhos da cidade de Coarací, cidade localizada na micro-região cacaueira, a 449km da capital do estado, o encontro anual que é realizado sempre em um ponto pitoresco e atrativo, como forma de descontrair da maneira mais agradável todos que ali comparecem a cada ano.
É claro que todos os filhos da cidade, hoje espalhados por todos os cantos do país, tudo daria
para não ficar de fora da folia. Contudo, compromissos outros e as distâncias impostas por este gigantesco país, acaba inviabilizando que assim seja. Eu, por exemplo, como filho da boa terra que morou por muitos anos na antiga Rua do cacau, leia-se Rua. J.J. Seabra , pertencente a uma família humilde – sendo minha mãe Dona Raimunda(lavadeira de quase todas as famílias de classe média, da época) e meu pai o sapateiro Hilário(que tantos pares de sapatos, sandálias e o famoso roló de couro de boi), fez para tantas e tantas pessoas. Quem não se lembra daquele moço desfilando pela feira da Praça Jairo de Araujo Góes aos sábados, vendendo seus produtos, feitos com todo o carinho e dedicação?Pois
bem! Eu faço parte dessa família que na experiência que nos foi passada por senhoras como Dona Julieta Alves Marfuz(que por sinal é minha madrinha de casamento e foi minha patroa no seu antigo cartório de Tabelionato localizado na Av. Juraci Magalhães), ou de Dona Venância Pires, esposa do médico Eldebrando Morães Pires que por muitos anos prestou relevantes serviços na antiga fundação Sesp, ao lado de colegas como Dr.Valter e Edgard Lessa.
Foto de Julieta Marfuz e Venância Pires.
Assim, revendo todas as fotos que me foram enviadas por conterrâneos ali
presentes, tive também a oportunidade de recordar grandes talentos como do Dr. Mitermayer Galvão, hoje à frente da Fio Cruz. Do grande goleiro Massa bruta que tantas alegrias nos proporcionou nas tardes de domingos, no antigo campo de futebol, hoje estádio Barbosão. Da professora Argentina
Barbosa Vieira com suas experiências nas aulas de história no colégio de Coarací. Do meu colega de banco e compadre Antonio Moisés, o Toinho que tantas alegrias demonstrou na quadra de futebol e no campo com suas mirabolantes jogadas que a todos encantou.
Na verdade, são tantas recordações que nos chegam à fronte, que tempo tivéssemos para matar a saudade de todos.
Evandro Lima Alves, o filho da lavadeira Dona Raimunda.
Texto: Evandro Lima
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