
Baianas, mascarados, odaliscas, adultos, idosos, crianças, nativos, turistas, uma diversidade de pessoas e personagens. Foi essa a mistura que o Bloco Bandeirosa botou na rua. Com 12 anos de existência o bloco prima pela liberdade de expressão. O Bandeirosa saiu do Beco das Cores em Arraial D’ajuda embalados pelo hino do bloco. Não é à toa que o hino prega uma festa com “gente de todas as tribos” e convida todos a participar.
Bloco aberto
O bloco não apresenta um número fixo de foliões e as alas são organizadas de acordo com o gosto dos integrantes. A idéia de criar um bloco em Arraial DAjuda nasceu do sonho do argentino Horácio e do paulistano Cláudio, ambos artistas
plásticos. A previsão é de que cerca de mil pessoas participaram da festa esse ano.
Até as crianças ganharam uma ala com direito a cordeiros. Fantasiados de super heróis, palhaços e piratas as crianças caíram na farra, enquanto os “pais-cordeiros” fiscalizavam e também curtiam o carnaval à moda antiga.
O bloco abre espaço para a irreverência das pessoas, à flor da pele no carnaval. Até mesmo grupos adolescentes encararam a brincadeira e aderiram às fantasias. Teve espaço até mesmo para passistas de diversas idades e performances, com
direito a samba no pé e topless.
O desfile do bloco a Bandeirosa marca o resgate dos carnavais passados onde a fantasia e a brincadeira de representar personagens se tornam realidade. Dessa forma o Carnaporto consegue reunir o que há de mais moderno como os trios elétricos e ainda resgatar os áureos tempos do carnaval de rua.
Fotos: Urbino Brito