Com faixas, distribuição de adesivos e panfletos o Projeto Sentinela realizou uma blitz na BR-367, semáforo da entrada do bairro Dinah Borges, nessa quinta-feira (30). O projeto trabalha com o combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Em Eunápolis são dois anos de atuação. Toda a equipe da Secretaria de Assistência Social, estrutura responsável pelo programa, vestiu a camisa da campanha e compareceu ao estande montado às margens da estrada.
A data escolhida, véspera de carnaval, é estratégica e a campanha acontece em nível nacional. Em Eunápolis o Projeto Sentinela conta com adesão de seis empresas: os postos de gasolina Verão, Cabral, Somar, Brasil, Oasis e a Churrascaria Estrela. São parceiros permanentes ainda o Conselho Tutelar, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público, DST/AIDS, SESC/SENART e Polícia Militar.
Abuso é crime
As campanhas do Projeto Sentinela têm como objetivo a prevenção a partir da conscientização de que abuso sexual contra criança e adolescente é crime. Para a coordenadora do projeto em Eunápolis, a socióloga Marina Sol Ozenir, é preciso enraizar na população a importância de seu papel como parceiro na luta de erradicação desse problema. Para ela a comunidade também é responsável e não deve se omitir. Nesse sentido a denúncia é muito importante. O projeto mantém um número disponível e gratuito para denúncias: Denuncie – Ligue 100
A cidade ainda possui um Centro de Referência Especializada da Assistência Social (Creias) que conta com 01 psicóloga e 01 assistente social.
O projeto
O Projeto Sentinela é um conjunto de ações sociais especializadas e multiprofissionais dirigidas a crianças, adolescentes e famílias envolvidas com a violência sexual. A execução do Projeto completo prevê que sejam implantados Centros de Referência nos municípios, para acolhimento dos vitimizados e as atividades devem ser oferecidas em tempo integral, isto é, 24 horas, em todos os dias da semana.
O atendimento envolve: assistentes sociais e psicólogos; entrevistas com usuários e familiares; identificação dos casos, com levantamento das informações familiares e sobre a situação específica de cada caso; apoio psicossocial; manutenção de equipe de educadores para acompanhamento e abordagem junto às crianças e aos adolescentes vitimados sexualmente e violados em relação aos seus direitos.
Fotos: Urbino Brito
Fonte/Autor: Matérias NC