
Eleito para presidir o Partido dos Trabalhadores (PT) de Eunápolis nos próximos dois anos, o engenheiro agrônomo Lucas Leite assume o cargo na terça-feira dia (18), em solenidade que aconteceu no Auditório da Ceplac, a partir da 20 horas. Lucas Leite foi entrevistado por Teoney Guerra, editor do impresso Opinião e colaborador do Nossa Cara. Veja o que pensa o novo presidente do PT sobre política local e articulações para as próximas eleições.
Pergunta – Após a eleição para a composição da nova direção do PT como está o ambiente interno no partido aqui em Eunápolis?
Lucas Leite – Creio que unir o partido seja a minha grande tarefa. Melhorar o ambiente, que, na verdade degradou muito nos últimos anos. Unir, não só, em torno de uma candidatura própria, mas em favor do crescimento do PT. Quem esteve na eleição pode ver o ótimo relacionamento que eu e Melquíades, meu adversário, tivemos, e esse clima bom entendimento precisa continuar. Já tivermos exemplo de termos ficado à margem em termos da Bahia e do Brasil, por causa de disputas internas, e isso não pode se repetir aqui em Eunápolis.
Pergunta – A sua eleição garante no grupo dirigente o firme propósito de lançar a candidatura própria do PT à Prefeitura de Eunápolis ou não? ou ainda, lançar para compor mais adiante?
Lucas Leite – O partido tem candidatura própria, uma candidatura forte, que é a do companheiro Dr. Crinauro. E nós vamos apresentar ao conjunto do partido a nível estadual, talvez até este ano ainda. A questão de composições... ontem mesmo eu estava conversando com Neto Guerrieri, já conversei com outras pessoas, ontem conversei com o PSB... cada um tem o seu candidato. Acho que a composição vai se dar lá pelo mês de maio, junho, quando tiver na reta final. Acho que ninguém vai pensar em partir isoladamente para a candidatura, para enfrentar esses grandes que estão aí há anos, sempre prejudicando nossa cidade. A gente tem que ter ciência de que nós temos que coligar, que partir unidos, para vencer essa próxima eleição. Então, até o mês de março cada um deve construir sua candidatura, e a partir daí nós vamos decidir quem tem mais condições de vencer.
Pergunta – Essa conversa com Neto Guerrieri (PDC) já faz parte de uma articulação visando formar um grupo maior, com outros atores políticos, para dar sustentação à futura candidatura do Dr. Crinauro?
Lucas Leite – Não. Essa é uma conversa pessoal minha. Eu não posso falar em nome do PT; não tenho autorização ainda para isso. E não estamos autorizados para falar em termos de coligações. Foi uma conversa pessoal, a gente conversou como amigos. Agora, o Partido dos Trabalhadores já definiu que vai ter candidato próprio em todas as grandes cidades da Bahia. Então isso já é uma política do partido no Estado. Vamos ter candidato próprio, mas temos consciência de que precisamos coligar.
Pergunta – A campanha eleitoral que culminou com a vitória de Jaques Wagner, aqui em Eunápolis teve o apoio de outros grupos políticos. Como deverá ficar o apoio de Wagner na próxima eleição, aqui? Vai ser dividido entre as lideranças, ou será exclusivo do candidato do PT?
Lucas Leite – Dentro da nossa concepção, pleiteamos o apoio total dele ao candidato do PT. Acho que se ele é um companheiro do PT tem que apoiar o nosso candidato. Por que ninguém reclama, por exemplo, o apoio do ministro Geddel Vieira Lima ao candidato do PT? Porque nós sabemos e respeitamos que ele é do PMDB. É natural que ele apóie o candidato do seu partido. O companheiro Wagner tem filiação e militância no PT, como nós, há 20 anos. E nós temos que mostrar merecer o apoio do governador. Quero acreditar que com o PT unido e mobilizado vamos ter condições de mostrar esse cacife para construir essa vitória, com certeza com o apoio do nosso governador.
Foto: Urbino Brito
Fonte/Autor: Teoney Guerra - Jornal Opinião