
Nesta época do ano, como o clima quente de verão é de costume de muitos fazendeiros e proprietários de áreas rurais, que não sabem fazer um bom manejo de pastagem colocar fogo nas mesmas, com a justificativa de que com a queimada se limpa a área das ervas invasoras e o capim sai mais forte, o que na verdade é um grande erro, porque essa pratica com o decorrer do tempo traz grandes prejuízos ao solo que fica sem cobertura e exposto a chuvas e ao sol, desta forma sofrendo com a erosão, principalmente na nossa região em que a topografia é bastante acidentada.
Mais um fator cultural baseado apenas na tradição dos antepassados e uma pratica passada de pais para filhos- as queimadas- vem deteriorando o solo, deixando-os com baixa fertilidade e conseqüentemente menor produção tanto de capim para o gado quanto para a agricultura de subsistência, o que agrava cada vez mais a situação da seca em regiões como o eixo Itamaraju – Jucuruçu.
Entre as fazendas e sítios que se localizam entre estas duas cidades a incidência de queimadas é alta e o clima seco e quente favorecem o aumento das queimadas.
Com as queimadas, o capim é morto nas folhagens, mas sua raiz permanece e torna a brotar. O prejuízo das queimadas para o solo esta na destruição do que é chamado de Húmus, que é um concentrado de substancias orgânicas que tem um grande numero de microorganismos vivos que melhora a qualidade do solo e fornecem as plantas os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento do capim ou qualquer outro tipo de planta.
Segundo o Biólogo Roberval Santos, especialista em tipos de solos, “a destruição do húmus é amplamente maléfica para o fortalecimento e nutrição da raiz, que é responsável em formar um capim resistente e nutritivo”.
O biólogo ainda afirma que para cada queimada provocada pelos proprietários, a terra leva cerda de Cinco anos para se recompor e formar novamente o húmus.
“As queimadas deterioram muito o solo e a partir da segunda queimada a recomposição demora mais, para se ter uma idéia depois da terceira queimada o solo se não sofresse mais nenhuma queimada nos anos subseqüentes levaria 15 anos para se recompor e proporcionar ao capim os nutrientes ideais,” ressalta Roberval.
“Alem de deteriorar a camada de Ozônio as queimadas nas pastagens não melhoram a condição do solo nem do capim, muito pelo contrario agravam cada vez mais, ” conclui o Biólogo
Texto: João Pereira - Sulbahia News.com
Fonte/Autor: João Pereira