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O atleta Glé, da seleçção de Eunápolis, atingido por fogos de artifico. |
A violência contra a equipe de Eunápolis teve início logo que a delegação chegou ao local do jogo, com os atletas sendo hostilizados com agressões verbais e ameaças de agressões físicas, até que atingiram os atletas eunapolitanos com fogos de artifício soltados em direção à delegação que assistia a partida preliminar. Os fogos feriram os atletas Glé –com um corte no supercílio- e Nego –que teve dois ferimentos na perna direita, próximo ao joelho. O maior erro foi da Federação Baiana de Futsal -FBFS-, que estava representada pelo delegado da partida, Salatiel Brito Deiró Filho e pelo próprio presidente, Hylberto Almeida que foi comunicado da agressão ocorrida e não tomou nenhuma providencia.
Antes mesmo do início da partida, durante o aquecimento, os atletas Seleção de Eunápolis - Foto arquivo: Nossa Cara.com.
eunapolitanos e a arbitragem -inclusive o presidente da FBFS e o delegado da partida- foram atingidos por dois morteiros que foram disparados pelos torcedores de São Francisco do Conde dentro da quadra. O representante de Eunápolis conversou com o delegado da partida, Salatiel Brito que avisou ao presidente não haver as mínimas condições de segurança para a seleção de Eunápolis, e as palavras do Presidente Hylberto Almeida foram às seguintes “se não tiver o jogo como nós sairemos daqui? quem vai segurar os torcedores? vamos jogar e depois tomamos as providencias”. Não deu outra: os jogadores de Eunápolis e a comissão técnica foram humilhados no banco de reserva com cusparadas, tapas e até mesmo urina que a todo tempo era jogada nos atletas e comissão técnica. E a policia nada fazia. 
Time de São Francisco do Conde, que devido os acontecimentos deverá ser desclassificada.
A partida terminou com o placar de 2 a 2, e ao final do primeiro tempo da prorrogação, com a equipe de São Francisco do Conde vencendo por 1 a 0, os torcedores invadiram a quadra e começaram a agredir os eunapolitanos, atingindo Glé, que sangrou muito devido a uma paulada na testa e Jorge que levou um murro na orelha. 
Como não havia segurança para garantir a integridade física da nossa equipe, o time se recusou a continuar a partida e aguardar o bom senso da FBFS. O prefeito de Eunápolis Robério Oliveira, que esteve presente no ginásio, desceu e foi falar com o presidente da FBFS, alegando ser mais prudente suspender o jogo.
O preparador físico o professor Marcos Correia, era um dos mais revoltados com a situação. “não é possível numa final de campeonato os portões serem abertos, ainda mais que esta cidade já tinha sido punida por dois anos de suspensão, por causa de agressões dos seus torcedores a equipe de Paulo Afonso em 2004. Agora é todo um trabalho jogado pelo ralo, já que a nossa equipe vem trabalhando desde janeiro quando participamos da Taça Brasil e esperávamos ser campeão mais uma vez e acontece esta atrocidade aqui. Isto não existe!” desabafou Marcos Correia.
No primeiro jogo da final, em Eunápolis, no dia 29 de setembro, o jogo ficou no empate por 2 a 2.
Fonte/Autor: Luciano Santos