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Uma ação pessoal que tem como idealizador o comissário de menores, Francisco Bahia, mais conhecido como Chicão, está promovendo cidadania a cerca de duas centenas de crianças e adolescentes dos bairros: Santa Isabel, Urbis III, Minas Gerais e Motor. A ação funciona nos moldes de um programa social, com escolinhas de futebol e futvolei, que oferece aos menores participantes, atividades esportivas, aliadas a palestras que complementam a educação não-formal. É exigida também freqüência regular na escola, com boas notas.
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O projeto funciona no bairro Santa Isabel, numa área de pouco mais de 2 mil metros quadrados de propriedade de Chicão. Com as atividades sendo realizadas nos finais de semanas e feriados, para não prejudicar as atividades profissionais do idealizador que é também uma mistura de professor e coordenador. Dois outros comissários: Aldair e Adelson ajudam nas “oficinas”.
Segundo Chicão, a idéia de criar as escolinhas veio com o seu trabalho como comissário de menores. Lidando com crianças e adolescentes,
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especialmente de baixa renda que praticamente não tinham opções de lazer, ele resolveu oferecer esse lazer através de atividades esportivas nos finais de semana. Assim, um dia reuniu umas dez crianças e as levou para uma tarde de esportes numa área gramada, meio abandonada existente nos fundos da sua residência. A meninada gostou, e a partir daí não faltou menino para jogar bola nas tardes de sábado, domingos e feriados. “As dificuldades sempre foram grandes”, recorda Chicão, que relata para a nossa reportagem o que sofreu para adquirir a primeira bola, depois alguns uniformes, e aí por diante: “mas vamos vencendo todas, uma a uma”, declara com um ar de realização.
Hoje, cerca de 10 anos após fazer aquela primeira partida-aula de futebol, o criador da escolinha conta com algumas parcerias que permitiram melhorar as instalações do projeto, denominado de Fazendo Cidadão, implantando um campo gramado, uma quadra de areia e uma piscina, além da aquisição de material esportivo: bolas, camisas, meiões e tênis. Entretanto, as carências ainda são muitas. “O ideal era a gente ter apoio oficial, mas isso não acontece. A gente tem que se
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Francisco Bahia, (Chicão comissário de menores) idealizador do porjeto. |
virar mesmo com a ajuda de algumas empresas, que sempre dão algum apoio, mas não cobrem todas as necessidades”, comenta Chicão.
Com a consciência de quem sabe que longe está o dia em que esse tipo de ação social terá o apoio oficial, o comissário procura na iniciativa privada o apoio de que necessita, e cita com orgulho os parceiros que com mais freqüência têm contribuído para o seu projeto social: Auto Posto Cabral, Porto Beer, Bruno Eletrodiesel, Posto de Molas Fabrini e Chocosul, entre outros. Porém, uma idéia não tem saído da sua cabeça nos últimos meses: transformar essa área de que dispõe, definitivamente num projeto social, criando uma fundação ou algo similar, e construindo uma boa infra-estrutura.
Fotos: Urbino Brito
Fonte/Autor: Teoney Guerra - Jornal Opinião