Por: Urbino Brito
O universo é vasto e misterioso, e sua verdadeira extensão continua sendo um dos maiores desafios da ciência. Desde os tempos antigos, astrônomos tentam medir e compreender a imensidão do cosmos. Mas qual é, afinal, a dimensão do universo conhecido?
Nossacara.com lança série 'Espaço & Ciência'
O Nossacara.com está lançando a série Espaço & Ciência, trazendo conteúdos fascinantes sobre astronomia, tecnologia e descobertas científicas. A partir de agora, publicaremos dois artigos por semana explorando os mistérios do universo e os avanços da ciência. Acompanhe e embarque nessa jornada pelo conhecimento!
Para entender a escala do universo, precisamos considerar a velocidade da luz, que é de aproximadamente 300 mil quilômetros por segundo. Em um ano, a luz percorre cerca de 9,5 trilhões de quilômetros – essa distância é chamada de ano-luz e é usada como unidade de medida para distâncias astronômicas.
Antes do lançamento do Telescópio Espacial Hubble em 1990, os cientistas estimavam que o universo observável tinha uma dimensão de cerca de 150 milhões de anos-luz. Essa estimativa era baseada nos telescópios terrestres, que tinham sua visão limitada pela atmosfera da Terra e pela tecnologia da época.
Com a entrada em operação do Telescópio Espacial Hubble, os limites do universo conhecido se expandiram drasticamente. O Hubble revelou galáxias a distâncias de 13 bilhões de anos-luz, permitindo aos astrônomos enxergar quase até o início do universo, que se estima ter cerca de 13,8 bilhões de anos.
Mais recentemente, o Telescópio Espacial James Webb, lançado em 2021, deu um salto ainda maior na exploração do cosmos. Com sua capacidade de observar no infravermelho, o James Webb detectou galáxias formadas apenas 300 milhões de anos após o Big Bang, estendendo ainda mais o horizonte observável.
Atualmente, os cientistas estimam que o diâmetro do universo observável seja de 93 bilhões de anos-luz. Essa dimensão se deve à expansão do universo, já que enquanto a luz viajava até nós, o espaço continuava se expandindo.
Porém, o universo total, aquele que pode existir além do que conseguimos enxergar, pode ser infinitamente maior. Algumas teorias sugerem que apenas uma pequena fração do universo pode ser acessível por nossos telescópios, enquanto o restante permanece além do nosso alcance.
Novas missões e tecnologias, como os telescópios terrestres de próxima geração e futuras explorações espaciais, poderão revelar ainda mais detalhes sobre a estrutura e a extensão do universo. Até lá, continuamos fascinados com as descobertas que já foram feitas e com a noção de que, a cada nova observação, expandimos um pouco mais os limites do nosso conhecimento cósmico.
O universo é vasto, mas nossa curiosidade e capacidade de explorá-lo parecem ser ainda maiores.
Nota da redação:
Telescópios Hubble e James Webb: janelas para o universo
O Telescópio Espacial Hubble, lançado pela NASA em 1990, revolucionou a astronomia ao permitir imagens detalhadas do universo sem as interferências da atmosfera terrestre. Com sua capacidade de observação no espectro visível e ultravioleta, o Hubble revelou galáxias distantes, nebulosas e ajudou a determinar a idade do universo.
Já o Telescópio Espacial James Webb, lançado em 2021, foi projetado para enxergar ainda mais longe. Com sensores infravermelhos avançados, ele consegue captar luz de objetos formados nos primeiros 300 milhões de anos após o Big Bang, ampliando nosso conhecimento sobre a formação das primeiras galáxias e a evolução cósmica.
Ambos os telescópios complementam a exploração do espaço, proporcionando descobertas essenciais para a ciência astronômica.