Desmembrada de Itapebi há 45 anos, Itagimirim acordou cedo no dia 20/04 e tomou a Praça Castro Alves para comemorar, civicamente, o aniversário de emancipação do município. A população foi convidada pelas escolas a prestigiar uma grande exposição de maquetes ao ar livre, com várias paisagens urbanas de Itagimirim.
O tema escolhido foi a preservação urbana e natural de Itagimirim, com o slogan: A falta de consciência de hoje é o arrependimento de amanhã. “O objetivo é retratar a realidade de Itagimirim e o que se almeja como cidade”, explicou a Diretora da Escola Adélia Pinheiro Sales, Suely Aparecida dos Santos Ribeiro.
Estudantes da Escola Adélia fizeram duas maquetes da ponte sobre o moribundo rio Limoeiro. Uma retrata a realidade poluída do rio, enquanto a outra acalenta o sonho de um rio limpo e com uma mata ciliar exuberante. No mesmo estande, foram distribuídas mudas de plantas da Mata Atlântica, fornecidas pela indústria celulósica Veracel.
Todas as maquetes da exposição foram construídas em isopor e coloridas com tinta guache. O escorço nas três dimensões beirava a perfeição, tamanha o detalhamento das obras. Algumas foram apresentadas como núcleos temáticos, como religião, educação, etc. O centro de convivência, construído pela Veracel, foi representado já com a sua nova função social: a do projeto de Escola em Tempo Integral Orlando Brillantino. Hoje, por determinação do prefeito, as crianças têm acompanhamento pedagógico em tempo integral. Entram às 07:30h e saem às 17:00h.
Em 45 anos de existência, se não há um sincretismo em Itagimirim, há pelo menos a tolerância, quando se observa num dos estandes as várias tendências doutrinárias em uma cidade de apenas oito mil habitantes. Representação, tanto das tradicionais igrejas cristãs, quanto das orientações afro-brasileiras foram expostas uma ao lado da outra.
O avassalador programa habitacional desenvolvido pela administração Giovanni Brillantino foi lembrado pelos estudantes com réplicas dos antigos barracos de madeira ao lado da representação de uma das mais de 300 casas construídas nos últimos sete anos. Até uma réplica da praça onde ocorreu o evento, foi exposta em seus mínimos detalhes. Uma exposição programada pra durar todo o dia foi interrompida por uma forte chuva, que deixou os visitantes com a sensação de não te viso tudo.
Da exposição cívica à festa profana foi apenas uma questão de tempo e de público. Centenas de pessoas se aglomeravam ao redor da Praça Castro Alves, andando de um canto a outro da cidade ao comando do Bloco Filhinho do Papai, que aqueceu os foliões até a entrada das bandas que tremeram o chão de Itagimirim.
Terra Samba, Araketu e Cheiro de Forró não deixaram uma única pequenina pedra no lugar. Até a manhã de segunda-feira havia foliões em busca de festa.
Fonte/Autor: Assessoria de Imprensa / PM-Itagimirim