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Joaldo Assunção Borges, e Ides que armaram tudo para executar o Euclides. |
EUNÁPOLIS – O Coordenador da 23ª. Coorpin da cidade de Eunápolis, delegado Moisés Damasceno e sua equipe, acaba de desvendar o mistério do sumiço do funcionário do Motel Antártida, Euclides Ribeiro Nascimento, que completaria 21 anos de idade agora em abril, desaparecido na noite de 26 de Janeiro ultimo, quando deixou o trabalho por volta das 22:00 horas, como fazia todos os dias.
O desfecho do caso veio à tona na noite desta terça feira, 17/04, |
Dr. Moisés Damasceno, coordenador regional durante entrevista coletiva a imprensa. |
após quase três meses de investigação por parte da polícia, envolvendo várias investigações e quebra de sigilo de mensagens via Internet, por determinação judicial, o que culminou com a prisão de Joaldo de Assunção Borges. Joaldo teria utilizado-se da Web para tentar se livrar das acusações do bárbaro assassinato.
Na delegacia, o delegado Moisés Damasceno chegou a conclusão que tudo começou quando a ex-esposa de Euclides teria ido trabalhar com Joaldo com quem iniciou u romance amoroso e dias depois teria se separado do marido que passou a procurá-la insistentemente como forma de reatar o casamento.
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Estes os acusados no momento em que eram apresentados a imprensa regional. |
Sentindo-se incomodada, Ides mentiu para o amante e também para seus familiares, dizendo-se ameaçada de morte pelo seu ex-marido e ainda disse que teria sido violentada pelo mesmo, por ocasião do namoro dos dois, o que deixou todos contra Euclides e a partir de então iniciaram a preparação para tirar a vida do rapaz que sempre foi considerado por todos como pacato e certo com suas obrigações.
Além do amante, quase toda a família de Ides participou da trama para matar seu ex- marido. O pai dela, Paulo Gomes de Almeida, 57 anos, O irmão Israel Cruz de Almeida, 20, além da irmã dela, Ísis Paula Cruz de Almeida, de 19 anos e ainda a participação de Darlan Pinto da Silva, de 18 anos, funcionário da empresa Astell, de propriedade do amante de Ísis, Joaldo Borges.
EMBOSCADA
O delegado Moisés Damasceno apurou que a trama para acabar com a vida de Euclides teve início na noite do dia 26 de Janeiro, quando Euclides seguia para sua residência, no Bairro Moisés Reis, por volta das 22:00 horas, após um dia de trabalho, como fazia todos os dias. Neste momento, ele teria recebido uma ligação no seu celular, onde sua ex-esposa Ides solicitava que ele fosse até sua residência, na Rua do Oeste, no bairro Gusmão, pois ela estaria passando mal.
Sem nada desconfiar, Euclides mudou de caminho e foi socorrer a ex-mulher, de quem ainda gostava muito. Lá chegando e após entrar no imóvel foi surpreendido pela presença do amante de Ides, Joaldo Borges que lhe aplicou uma coronhada de revólver calibre 38 na cabeça. Lá também estavam o pai e os irmãos de Ides, além do funcionário Darlan, todos escondidos no quarto da residência da ex-mulher.
Desacordado, Euclides foi amarrado e colocado em um carro da locadora do pai de Joaldo, onde foi levado para a fazenda conjunto Maringá, localizado na rodovia que liga Itabela a Guaratinga, onde trabalhava a família de Ides e de onde o casal foi para Eunápolis para buscar melhorias de vida.
Chegando no local, Euclides ainda vivo foi amarrado em um curral onde passou a ser espancado com enxada, pedaço de pau, torturado e recebeu um primeiro tiro na perna, sendo solto no tempo, quando recebeu mais tiros e sendo morto aos poucos, com requintes de crueldade.
Depois de morto, o corpo de Euclides foi posto novamente no carro e levado por um percurso de 5Km, onde foi desovado e foi atados fogo com gasolina por quatro dias consecutivos, se transformando em cinzas.
AMEÇA DE MORTE
O delegado Moisés Damasceno apurou também que Joaldo contou para Ides que caso ele, o delegado Moisés Damasceno continuasse com as investigações na apuração do bárbaro assassinato de Euclides, que ele o mataria, o que posteriormente foi confirmado por Ides, na presença da imprensa, por ocasião da coletiva que foi concedida pelo delegado Moisés Damasceno. “Já adotei as providências cabíveis e já comuniquei também às ameaças de morte recebidas à Secretaria de Segurança Pública”, afirmou Damasceno.
O crime contra Euclides Ribeiro Nascimento que acabou tendo o corpo cremado por quatro dias consecutivos, no mato, chocou toda a comunidade eunapolitana, pela barbaridade como foi praticado.
Fotos: Urbino BritoFonte/Autor: Evandro Lima