
Cerca de 300 estudantes, da rede estadual de ensino em Porto Seguro, vieram em passeata, cantando, com faixas e gritos de ordem, aglutinando em frente à Câmara Municipal, fazendo uma manifestação em prol do início das aulas. A multidão de estudantes gritava reivindicando seus direitos, chegando até, a extrapolar, jogando ovos na vidraça. O fato fez com que os vereadores requeressem a presença da Polícia Militar, a fim de manter a ordem no local. 
Foi definido na sessão anterior, o direito de usar o parlatório em Tribuna Livre, para o estudante Jeremias Freitas, que nesta terça-feira, 27 de março, pôde expor aos vereadores, de forma oficial, tudo o que vem ocorrendo com ensino na cidade. De acordo com Jeremias, o ano letivo ainda não começou. “O que nos preocupa é fato de já ter passado três meses e, ainda não fomos comunicados de nenhuma providência que será tomada pelo governo estadual”, reclama, acrescentando que no Colégio Cristina Batista não há segurança. “O colégio já foi saqueado 10 vezes”, relata, solicitando dois vigias para o local e ronda policial de uma em uma hora. Outros problemas citados foram as goteiras nas salas de aulas, mato dentro da escola, problemas com rede hidráulica e elétrica, mas, sobretudo, queixou a falta da contratação dos professores.
Os vereadores debateram o problema. Antônio Macedo lamentou o caos na Educação. De acordo com ele, os vereadores têm compromisso com o povo que confiou neles, por isso, propôs que os Edis tomassem alguma providência para solucionar a questão. Enildo Rodrigues disse que é inadmissível os alunos ficarem três meses sem aula. “Não tiro a culpa do governo anterior, mas também não discordo que o governo atual poderia ter agilizado o início das aulas”, destacou.
Mais uma reunião para discutir a Educação
O vereador Gilvan Santos Florêncio foi enfático em dizer que 16 anos
de Carlismo foi que deixou o ensino desta forma e, defendeu o governo do Estado atual, esclarecendo que em três meses de gestão não tem como consertar os estragos deixados pelo antigo governo. Ainda citou que os problemas da Educação não são apenas na rede estadual, mas também na municipal. “Convido os vereadores a visitarem a Escola Municipal Anchieta, para ver o estado de abandono que a mesma se encontra”, citou. Ele aproveitou e elogiou a postura do Executivo frente a outros trabalhos, como a manutenção da estrada que liga Vera Cruz à zona rural, onde há uma forte agricultura sendo desenvolvida. Gilvan contou que esteve em contato com a assessora do gabinete do governador Jaques Wagner, que lhe relatou que os professores e diretores das escolas serão contratados em até 15 dias. O vereador Dilmo Santiago discordou de Gilvan em alguns pontos. “Não foi o governo anterior da Bahia que deixou Porto Seguro do jeito que está, mas a antiga gestão municipal, deixando rombo de 50 milhões de reais nos cofres públicos e que agora, tem representatividade no governo federal e até no PT”, afirmou. 
Ficou estabelecido, pelo presidente da Câmara Municipal, Hélio de Paula, que representantes dos estudantes podem se reunir com ele e com demais vereadores, até sexta-feira próxima, para debater a questão, buscando alternativa e marcando uma audiência pública com representes do Executivo e governo do Estado.
Fotos: Urbino Brito
Fonte/Autor: Assessoria de Imprensa da Câmara M. de Porto Seguro