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Especialistas elogiam, porém apontam deslizes no filme que concorre em seis categorias, incluindo melhor filme e ator
Por: Wolney Batista em Cinema
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O herói norte-americano retorna à cena com o longa Sniper Americano, a principal estreia desta quinta-feira (19) nos cinemas da Região Metropolitana de Fortaleza. Confira os horários das salas de cinema. Baseado na autobiografia American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History, o filme retrata a história de Chris Kyle (Bradley Cooper), um atirador de elite da marinha dos Estados Unidos.
O personagem é uma lenda das recentes guerras enfrentadas pelo país, que tem em seu currículo mais de 150 mortes em 10 anos de atividade. Chris trabalhava como cowboy, assim como um típico morador do estado do Texas, até que resolve se alistar no serviço militar.
Sniper Americano (American Sniper, 2014) de Clint Eastwood, recebeu seis indicações ao Oscar, entre eles de melhor filme e ator, para Bradley Cooper. A batalha contra o terror é um dos temas mais recorrentes de Hollywood nas últimas décadas e costuma agradar o público local – ele bateu o recorde de bilheteria, que era de Avatar, com 90 milhões de dólares no primeiro fim de semana -, mas não tem efeito tão positivo quando sai dos limites territoriais do Tio Sam, segundo a crítica.
“É o tipo de filme que os americanos adoram, que a academia que vota na seleção do Oscar adora mas que sempre deixa a desejar aos olhos atentos de muitos cinéfilos. Cooper não faz o suficiente para merecer sua indicação na categoria Melhor Ator em um filme que é igual a muitos com o mesmo tema”, aponta Raphael Camacho, do Cine Pop.
A atuação de Cooper já é um dos pontos altos do longa para o especialista Davi Gonçalves, do Ccine, assim como o trabalho de fotografia, edição, som e efeitos especiais. Mas o critico não mede palavras para elencar as fraquezas da produção. “Por mais que contenha algumas cenas incríveis (especialmente os créditos finais acompanhados com a trilha de Ennio Morricone, que é uma ode de amor de Clint a sua terra natal), Sniper Americano funciona muito mais como um anúncio e engrandecimento do povo norte-americano do que uma biografia elogiável – e prova, como nunca, que mesmo um filme mediano de um diretor conceituado ainda assim será mediano”.
“O que preocupa no filme de Clint Eastwood é que o outro lado nunca é ponderado. Mata-se iraquianos, sejam homens, mulheres ou crianças porque todos são inimigos que só pensam em jogar bombas nos americanos. Essa visão unilateral e extremamente bairrista assusta, principalmente quando ouvimos da boca de Chris Kyle que determinado soldado morreu porque “deixou de acreditar”, defende a mestre em comunicação e cultura, especialista em cinema e roteirista Amanda Aouad para o Aratu Online.