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Cristiano Salles Castro e Gabriel Macedo são ourives, que vivem e trabalham na vila de Igatu, distrito de Andaraí, na Chapa Diamantina (BA). Dotados de mãos hábeis, produzem peças maravilhosas, joias de fino acabamento, cujos desenhos são exclusivos, personalizados. Trabalhos inspirados na natureza exuberante da Chapada Diamantina.
Em maquinário específico, derretem o ouro ou a prata, que em seguida vai para os laminadores, onde cada barra de metal é laminada até chegar à espessura desejada. Daí utilizam as ferramentas com as quais modela os metais até dar o formato de cada peça.
Existe em cada peça um pouco do cotidiano, expressando o equilíbrio da vida que se manifesta no mundo vegetal e animal, afirmam os ourives.
“Procuro revelar nas formas e recortes orgânicos da natureza minhas observações e deixar livre a todos sua interpretação” afirma Cristiano.
Já para Gabriel, “Tornar perceptível seres do meu e seu cotidiano que muitas vezes não são reconhecidos e contemplados!, afirma.
Ourives da Chapada é uma cooperativa de artistas que têm a ourivesaria como uma das ferramentas de expressão artística, que mescla diferentes metais como a prata, o ouro, o cobre e o bronze com matérias primas orgânicas como a madeira, o coco e sementes, que permite a criação e a produção de infinitas obras de arte que vão além de joias e adornos. Os ourives confeccionando também luminárias e esculturas em ferro, procurando resgatar as relações com a comunidade através de ofícios como a dos ferreiros.
Nesta matéria quero agradecer ao meu amigo de Mucugê Edmundo Vilarinho, gerente do Museu Vivo do Garimpo do Diamante que foi meu guia nesta garimpagem na Chapada Daimantina.