Sem Terras da FETAG são ameaçados de espancamento e morte em Eunápolis

Por: Bento Quinto
28/11/2013 - 22:27:52

Por: Bento Quinto
Na tarde da última segunda-feira, (25), as mais de vinte famílias de trabalhadores rurais sem terras da FETAG acampadas na área denominada de Fazenda Monte Sinai, no Município de Eunápolis,  sofreram graves ameaças de espancamento e morte caso não desocupem a área imediatamente. A informação é de Maria das Graças Santos Olegário, presidente da Fundação Aristeu Carvalho Lisboa, responsável pelo acampamento, detalhando que um indivíduo conhecido apenas pelo nome de “Wagner” teria adentrado a área através de uma cancela e exigido a rápida desocupação de todas as famílias. Ela, que também é secretária de patrimônio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de  Eunápolis, afirma que o acusado estaria acompanhado de quatro desconhecidos armados, a bordo de um carro.
A informação é confirmada pelos trabalhadores e trabalhadoras do acampamento, a exemplo de Paulo Vieira dos Santos, 34 anos; Carlito Gomes, 66 anos; Ormindo Fernandes da Silva, 65 anos; Ednaldo Barreto, 41 anos de idade: e, Ednalva de Jesus. Essas pessoas estão na área com familiares há alguns anos plantando diversas culturas agrícolas e criando pequenos animais. Assustadas e perplexas elas denunciam que “Wagner” e os que seriam desconhecidos jagunços armados estariam promovendo medo e terror, exigindo a rápida desocupação da Monte Sinai sob o pretexto de que ela teria sido comprada das mãos do que teria sido “o antigo proprietário Luiz Grave Bonfim”. A área em litígio se localiza na região do Córrego da Platina e é próxima ao Córrego do Itu, no interior do Município de Eunápolis.
Graça, reuniu os trabalhadores e os conduziu ao Complexo Policial da Cidade, onde registrou queixa crime contra os agressores. Desde ontem ela vem denunciando o fato à sociedade através da imprensa escrita e falada e, ainda esta semana, encaminhará ofício com a denúncia à 7ª CIPM e fará o mesmo no Ministério Público (MPE). Ela enfatiza que o Governo do Estado realizou discriminatória  constatando que a área em litígio é devoluta (pertence ao Estado) e, portanto, é naturalmente conduzida para fins de reforma agrária. Para a sindicalista o que está acontecendo neste momento é uma ação de grilagem, onde o pretenso dono quer atropelar e destruir toda uma farta documentação do Estado que dá aos sem terras da FETAG o legítimo direito da ocupação. Ela só lamenta a lentidão na conclusão do processo que tornará o local assentamento definitivo a exemplo do Projeto Maravilha, Assentamento Santa Maria, Roça do Povo e outros.

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