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A BR 101 no extremo Sul da Bahia continua interditada pelos índios Pataxós pelo segundo dia, sem previsão para a sua liberação pelos indígenas
Texto e fotos do Sulbahianews.com.br
A BR 101 continua interditada nos dois sentidos, no trecho de Monte Pascoal, na altura do km 796, no município de Itamaraju, região do extremo Sul da Bahia. Os índios Pataxós continuam seu protesto e informaram que só liberarão a estrada quando o Governo Federal atender as suas reivindicações.
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A interdição começou por volta das 6 horas da manhã desta quarta-feira, 02 de outubro. A BR foi liberada durante a noite, mas os índios voltaram a interditar a rodovia por volta das 6 horas da manhã desta quinta-feira, 03 de outubro.
Segundo a Cacique Araçari Pataxó, os índios resolveram endurecer o movimento. “Nós só sairemos daqui quando as nossas reivindicações forem atendidas, são 514 anos de sofrimento; o nosso povo já está cansado de tanto massacre e agora não importa se essa fila de carros chegue ao Rio de Janeiro ou São Paulo, só sairemos daqui com uma solução”, reiterou.
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Segundo o Cacique Aruã Pataxó, o movimento é nacional. “Temos vários índios em Brasília participando de negociações, e aqui são mais de 1200 índios de cerca de 40 comunidades indígenas de todo o extremo Sul da Bahia, que estão lutados pelos seus direitos. Lutamos pela posse de nossa terra e principalmente a vida com dignidade. Chega de sofrimento, só sairemos se o governo atender as nossas reivindicações”, declarou o cacique.
A Polícia Rodoviária Federal e uma guarnição da Polícia Militar se encontram no local preservando a ordem e a segurança de todos. Segundo um patrulheiro da PRF a fila de carros já é bastante grande. Ele solicita aos motoristas e principalmente aos caminhoneiros que fiquem parados em Itamaraju ou Itabela e esperem nestes locais a liberação da BR.
Reivindicações:
Posicionamento firme do governo federal, que segundo os índios, é o grande responsável pelos conflitos entre índios e não índios no Sul da Bahia;
Regularização fundiária das terras indígenas já;
Retiradas das PECs 215/00, 038/99, PLP 227/12 e a Portaria 303/AGU, onde pretendem modificar a Carta Magna para atender os interesses dos latifundiários e ruralistas do agronegócio.