Sem Terras da FETAG explodem a produção de alimentos na Baixa Verde

Por: Bento Quinto
01/09/2013 - 12:01:26

Por: Bento Quinto

Num impulso de produção que impressiona o visitante as 101 famílias de trabalhadores rurais sem terras da FETAG, vêm nos últimos cinco anos revolucionando a produção de mandioca, aipim, milho, feijão, banana, abóbora e outras culturas numa área de 1.300 hectares identificada como Baixa Verde, na região do Ponto Maneca, interior do Município de Eunápolis. Convidados por Mauri de Fátima Valter, presidente da ASABAVE  (Associação que agrega as famílias no local) e com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Eunápolis, os repórteres Bento Quinto e Urbino Brito (fotográfico) testemunharam e registraram a realidade de uma comunidade que arregaça as mangas e produz pra valer.

O quadro revela o poder transformador de quem quer trabalhar. O que se vê são homens e mulheres plantando imensos roçados, erguendo grandes mandiocais e milharais na solidão de grandes roças onde a escassez, falta de oportunidade e a miséria desaparecem por completo. Tem muita gente ganhando dinheiro e mudando de vida com plantio das culturas citadas, principalmente.

Amauri, que é mais conhecido por “Mauro”, fez questão de mostrar tudo para a reportagem, inclusive, o fato de que toda a área é interligada por estrada de chão de boa qualidade. Na entrevista ele pergunta: “onde estaria toda essa gente se não estivesse aqui? Já não bastam os problemas sociais da Cidade, com uma periferia onde tantas pessoas sofrem em busca de oportunidades na vida?”. Ele tem razão. O que vimos nos surpreendeu e impressionou por revelar que há uma força produtiva reprimida. Os movimentos sociais de reforma agrária tem razão. É preciso por o homem no campo sem demora. Afinal nascem três crianças por segundo no mundo, 180 novas bocas e barrigas por minuto. Não dá pra esperar.

A boa notícia nos é trazida pelo presidente do STTR local e secretário de política agrária da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG), Tico Lisboa. Ele tem enfatizado que todo o processo para transformar o acampamento em assentamento está na sua fase final e a conclusão é iminente. Isto é justiça social com visão administrativa de progresso por parte do Estado ao conceder títulos de propriedade em lotes de presumíveis 15 hectares a quem tem as mãos calejadas e está acostumado a suar muito para garantir o alimento na mesa de todos. Viva os sem terra da Baixa Verde, uma lição vigorosa para muitos produtores que vivem chorando miséria por causa da PREGUIÇA!

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