
Uma turma formada por 25 produtores, trabalhadores rurais, assentados e acampados estão tendo sendo formados no curso de Empreendorismo Rural, que tem como objetivo, contribuir para o desenvolvimento de um sistema de educação voltado para o meio rural e para o aumento da renda líquida dos produtores rurais, dotar o agronegócio brasileiro de empreendedores qualificados e líderes, aumentando assim a poder político, econômico e social dos agricultores. O curso é promovido pelo Sindicato Rural de Eunápolis, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb).
O curso já é ministrado há alguns anos em várias regiões do país, e só recentemente chegou à Bahia, sendo esta a quarta turma no nosso Estado.
Para o empresário rural Francisco de Assis, que atua no ramo de pecuária e está se inserindo no ramo de apicultura, o curso é bastante positivo, “por dar ao empresário uma nova visão do mercado, de organização, além de permitir firmar novas parcerias e abrir novos horizontes”, explica o empresário.
Este também é ponto de vista da presidente do sindicato, Eliane Menezes. “O
curso leva o produtor para fora da poeira; abre a mente do empresário rural para a atualidade, informando-o sobre fatos que ocorrem em outras regiões do país e do mundo, mas que influenciam no seu negócio. Uma realidade do mundo globalizado”, afirma Eliane.
O curso que tem carga de 136 horas, em aulas que são ministradas em encontros semanais, nas sextas-feiras, tem no seu programa as seguintes disciplinas: Desenvolvimento Humano, Gestão do Conhecimento e Criação e Implantação do Projeto, que ensinam o cursando a fazer diagnóstico do mercado, avaliá-lo e fazer projetos.
O curso foi iniciado no dia 3 de abril, e se estenderá até 25 de julho.
Outro curso promovido pelo Sindicato Rural, que foi encerrado na semana passada, ensinou 15 pessoas também ligadas à atividade rural a fazer licores finos. A bebida é feita a partir de frutas comestíveis, raízes, folhas, flores, cascas e caules.
Diferentemente dos licores que tradicionalmente são feitos na região, a bebida não utiliza processos como o cozimento, que, tira o sabor. É feito a partir da infusão da raiz, fruta ou ingrediente utilizado, e a utilização do álcool de cereais, o que, segundo o especialista em licores, Manuel Baptista, mantém o sabor e as propriedades. Cerca de uma dezena de sabores forma ensinada aos aprendizes, desde chocolate: puro, com pimenta, menta ou cremoso de café, ervas como capim santo e camomila, frutos como o limão, jenipapo e passas.
Matérias: NC
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |