Após vandalismo, PM mineira anuncia "tolerância zero"; PEC 37 é ignorada em BH

Por: UOL / MG
23/06/2013 - 08:09:34

Por: Carlos Eduardo Cherem
Do UOL, em Belo Horizonte

Vejam no link abaixo fotos e vídeos do UOL
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/06/22/apos-vandalismo-pm-mineira-anuncia-tolerancia-zero-pec-37-e-ignorada-em-bh.htm

 

 

A PM (Polícia Militar) de Minas Gerais anunciou neste sábado (22), logo após os distúrbios ao redor do estádio do Mineirão, quando cerca de 60 mil pessoas tentaram furar a barreira de dois quilômetros (limite imposto pela Fifa) até o local, que não haverá mais tolerância com distúrbios em Belo Horizonte. "Acabou a ação reativa que a PM estava mantendo até agora. Vamos adotar a tolerância zero nos protestos", afirmou o tenente coronel Luiz Alberto. Pelo menos 22 pessoas foram detidas.

Ônibus é queimado por manifestantes durante protesto na BR-040, em Ribeirão das Neves, na grande Belo Horizonte - Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Estadão Conteúdo

Qual deve ser o principal tema dos próximos protestos no Brasil?

O confronto começou depois que, mais uma vez, parte dos manifestantes tentou furar o bloqueio policial e ainda jogou pedras contra os policiais. Com a agressão, 27 pessoas ficaram feridas (20 manifestantes e sete policiais). Quatro feridos foram encaminhados a hospitais e têm quadro grave. Dois deles caíram do viaduto José Alencar, na confluência das avenidas Antônio Carlos e Antônio Abrahão Caram.

Os protestos contra a PEC 37 que, junto com os gastos com a Copa das Confederações e do Mundo, foram o mote dos atos nas principais capitais, foi ignorada pelos ativistas mineiros.

"Fomos atingidos até por um artefato feito de metal e chumbo. Isso é pior que bala de borracha", disse o tenente-coronel.

Moradores bloqueiam a BR-040, na cidade de Ribeirão das Neves, na grande Belo Horizonte, e pedem melhoria na prestação do serviço de transporte público da cidade, segundo a Polícia Federal. Aproximadamente duas mil pessoas estão no local e protestam pela segunda vez nessa semana - Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Estadão Conteúdo

Durante cerca de duas horas, os 2 mil soldados da corporação, além de 150 homens da Força Nacional de Segurança, não revidaram aos ataques dos, que jogavam bombas (garrafão), pedras, pedaços de metal, chumbo, tijolos e latas contra os policiais. Após o término do jogo entre México e Japão, porém, a PM revidou com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha. 

Com as bombas de gás lacrimogêneo, a multidão se dividiu em diversos grupos e correu para sentidos diferentes. Ao mesmo tempo, os participantes do ato jogaram mais pedras, além de foguetes e objetos diversos contra os policiais.

No meio da confusão, uma parte dos manifestantes seguiu a passeata pela avenida Santa Rosa, que era um trajeto permitido e que também dava acesso ao estádio. O restante continuou tentando subir a avenida Antônio Abrahão Caram, para ter acesso ao estádio, e o confronto continuou. Muitas pessoas passaram mal e precisaram ser amparadas por colegas de movimento.

Manifestantes se reúnem em torno da Praça Sete de Setembro e pedem que protesto ocorra de maneira pacífica - Foto: Dudu Macedo/Futura Press

A partir daí, formaram-se grupos que quebraram o que viam pela frente. Três concessionárias de veículos foram invadas e destruídas parcialmente. Oito automóveis Hyundai, modelos de luxo, com preços médios de R$ 80 mil, foram depredados pelos manifestantes na loja do Grupo Cao.

Os manifestantes seguiram pela avenida Antônio Carlos, destruindo placas de trânsito, provocando incêndios e quebrando vitrines de lojas. Parte da grade de proteção da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais, que fica ao lado do estádio, foi destruída. A multidão seguiu para a praça Sete, no centro da cidade, onde os protestos continuam.

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