Trabalho salva fotógrafa de boate em incêndio no RS

Por: G1 / SP
27/01/2013 - 09:29:03



Fernanda Bona estava em área VIP perto da saída para fotografar festa.
Ela conseguiu sair no início do incêndio; dezenas de pessoas morreram.

O trabalho da fotógrafa Fernanda Freire Gomes Bona, de 23 anos, a salvou de ser mais uma das vítimas do incêndio que atingiu a boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, neste domingo (27). Fotógrafa oficial da boate, ela estava em uma área VIP próxima à saída quando o incêndio começou. O local tinha uma vista privilegiada da boate, permitindo não apenas que ela tirasse fotos, mas também que percebesse rapidamente o incêndio e escapasse do local em poucos minutos.

“Como estava perto da porta graças a Deus eu saí correndo, em cinco minutos estava do lado de fora. Uma pessoa me chamou para fotografar na área VIP, por isso que eu fui para lá, tem uma visão melhor”, contou Fernanda ao G1. “Normalmente eu fico no meio das pessoas.  Foi sorte. Seu eu não estivesse trabalhando não estaria na área VIP.”

Dezenas de pessoas morreram e centenas ficaram feridas no incêndio. No fim desta manhã, a polícia e o Corpo de Bombeiros ainda trabalham no local, checando as circunstâncias do fogo e retirando corpos da área.

A jovem contou ter visto o vocalista da banda que tocava na boate usando uma espécie de luva de onde saíam fogos. As faíscas atingiram parte do isolamento acústico, e fogo começou. “Vi umas faíscas, mas achei que eram apenas os foguinhos da luva. Vi uma gritaria, achei que fosse alguma briga. Foi quando gritaram ‘fogo’, vi as pessoas correndo, vi a fumaça, e saí correndo.”Fernanda, que trabalha como fotógrafa da boate e de um site de fotos de Porto Alegre, havia chegado ao local há apenas 20 minutos. Ela afirmou que a boate estava bastante lotada, com “pelo menos mil pessoas”, mas não acima da capacidade. “Já tinha ficado tão cheio assim”, afirmou.
O número de pessoas que estavam na boate ainda não foi confirmado pelos autoridades. A festa reunia estudantes da Universidade Federal de
Santa Maria, dos cursos de pedagogia, agronomia, medicina veterinária, zootecnia e dois cursos técnicos.

Ao sair da boate, no meio da correria, a fotógrafa contou ter quase batido em um táxi que estava parado na porta da Kiss. “Vi algumas pessoas batendo em um táxi parado na rua, disseram que eles não queriam sair para não perder as corridas. Logo depois encheu de polícia, todos os policiais da cidade foram para lá, bombeiro, Samu.”

Fernanda contou ter ido até seu carro, estacionado na rua, e o levou para um lugar mais distante. Depois, retornou à boate. “Tinha muitas pessoas deitadas no chão, feridas, passando mal. Às 6h estavam falando que ainda tinha gente lá dentro. Só tinha uma porta, e ela era pequena, os bombeiros tiveram que quebrar uma parede.”

Fisicamente bem, sem nenhum ferimento, a jovem tenta saber notícias de amigos que estavam na boate e foram levados para hospitais. “Agradeço por estar viva. É um trauma, vou lembrar desse dia para sempre.

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