Comandante da 7ª CIPM em Eunápolis fala sobre projetos de repressão ao crime

Por: Irlete Gomes
19/10/2012 - 19:52:08

Em entrevista exclusiva ao NossaCara.com, nesta quinta feira (18), o Comandante da 7ª CIPM, Cap. PM Anacleto França, falou sobre novas táticas a serem usadas para prevenir e combater o crime em Eunápolis e cidades do entorno; Itagimirim, Itapebí, Itabela e Guarantinga.

Por: Irlete Gomes

Vídeo monitoramento


NossaCara – Como surgiu a iniciativa?


Comte. – Quando cheguei aqui em Eunápolis, dia 02 de agosto, busquei esta solução e descobri que já havia pessoas interessadas, mas faltava organizar e executar o projeto. Foi então que nos aglutinamos e organizamos o projeto junto à CDL, Veracel e a Guarda Municipal. A importância da Guarda Municipal é a grande necessidade de pessoas que façam o monitoramento 24 horas seguidas, a nossa ideia é utilizar também pessoas com deficiência física, que ao nosso entendimento, podem exercer a atividade porque vão estar sentadas durante a jornada e será uma forma de incluir estas pessoas no mercado de trabalho. Como pretendemos iniciar o mais breve possível, queremos as câmeras funcionando na primeira semana que antecede o natal, estas pessoas ainda não serão agregadas pelo motivo do prédio, onde funcionará o monitoramento, ainda não possuir adaptações necessárias para atender o portador de necessidades especiais.



Mas, já lavramos um termo de compromisso entre a CDL, Guarda Municipal e a Veracel.

NossaCara – Quanto ao funcionamento?

Comte. – No momento, apenas uma câmera está funcionando, um ‘piloto’ que está em fase de teste. Estamos acompanhando e conhecendo as necessidades para que, quando chegarem as 16 câmeras que foram compradas, possam ser instaladas sem nenhuma dificuldade. A princípio na área central da cidade nos pontos estratégicos como a Praça da Bandeira e as travessas da BR 101.

NossaCara – O serviço será restrito ao centro comercial ou expansivo ao bairros?

Comte. – A proposta é que atenda a todo o município, mas isso envolve várias questões, entre elas, gastos com ampliação de mais câmeras e de pessoas para fazer o monitoramento. Cada câmera custa em torno de 13 mil reais e para ampliarmos aos bairros serão necessárias em média 21 câmeras. Eu pretendo destacar um Pelotão da PM para um bairro; Pequi, Juca Rosa ou Rosa Neto (ainda não definido), numa forma de melhor atender a demanda e diminuir custos. Uma central de monitoramento na área central da cidade e outra em um desses bairros citados para atender a periferia onde acontecem os crimes de homicídio que impacta a cidade de Eunápolis, como uma cidade violenta, a nível nacional.



NossaCara – O que a população pode esperar desse novo modelo de prevenção e combate à violência urbana?

Comte. – Segurança Pública é responsabilidade de todos, está na Constituição, porque qualquer um pode ser vítima, o sistema de monitoramento por vídeo é apenas uma ferramenta. Atrelados a isso nós teremos uma dupla de policiais e uma viatura fazendo a ronda, esse é o nosso papel e para um bom resultado a polícia conta com o apoio da sociedade porque se a população desacredita na ação do estado ela fragiliza a ação da polícia. As câmeras têm como principal objetivo esclarecer delitos; observar um veículo estranho que circula continuamente e fazer a abordagem com mais segurança, identificar um procurado da justiça ou a prática de algum delito. Quando a polícia é informada de uma ocorrência, subentendemos que ‘não fomos capazes de prevenir o ato’, em tese e com os vídeos teremos o controle do que acontece nas ruas para combater aquele tipo de ação criminosa.

NossaCara – Quais as formas mais precisas da população para interagir nesse processo?

Comte. – Existe o chamado ‘cifra negra’, que são pequenos delitos como; roubo ou furto de celular, carteira e outros pertences que podem ocorrer em residências, estabelecimento comercial ou mesmo em via pública, onde a vítima por descrédito não aciona a polícia. Tem também os crimes de homicídio ou tráfico de drogas que não são informados por medo de represália. Com isso, a polícia fica sem a informação o que dificulta muito o combate e até a prevenção desses crimes. Nós já elaboramos um site que estará no ar a partir do dia 30 deste mês onde a população poderá oferecer denuncias online, sem se identificar. O site tem a opção de envios de vídeos, áudios e imagens ou apenas o texto da ocorrência. Possui também uma galeria de fotos de meliantes procurados pela justiça. Esse mecanismo é exclusivo para atender as cidades de Eunápolis, Itagimirim, Itapebí, Itabela e Guaratinga.

Entre os vários projetos elaborados pelo comandante da 7ª CIPM para combater e prevenir crimes na cidade de Eunápolis está o de ‘reordenar o policiamento’ destacando pelotões nas áreas chamadas “Zona Quente” – bairros proletários, onde acontecem os crimes de morte e tráfico de drogas.

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