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Por: Paulo Barbosa – Rota51.com
O crime aconteceu no dia 05/06 de 2011 em um sítio na rua Itapebi s/n, perto da Vila Olímpica.
No dia do crime a reportagem do então www.eunanoticias.com, atualmente www.rota51.com, esteve no local, e além de ter registrado pouco a cena do crime, por solicitação de familiares, o pouco que foi mostrado, deu para ver que o crime foi hediondo e sem chances de defesa para a vítima, que além de ser o guardador do assassino, ainda era o seu cunhado.
O Sr. Valter Jairo Peixoto Bonfim 60, foi degolado pelas costas pelo seu cunhado Dionísio Sebastião de Souza 61 sem ter tido a mínima chance de defesa, na época, chegou a ser ventilado que Dionísio queria vender o sítio do cunhado e este ao tomar conhecimento do fato, impediu a transação e por isto foi assassinado. Mas durante a instrução do processo, ao depor na policia e em juízo, Dionísio disse que além de ter sido maltratado pelo cunhado Valter este ainda agredia fisicamente a sua irmã, vindo daí a vontade de matar.
As equipes de reportagens que estiveram no local à época do fato, puderam fotografar 5 carteiras de identidade de Dionísio, todas com retratos dele mas com nomes diferentes. Depois foi sabido que Dionísio matou um médico, tem um mandado de prisão de Cascavel no Paraná, acusado de ter estuprado uma de suas filhas, e nesta 2ª feira foi julgado pela morte do cunhado. Quando ao excesso de carteiras de identidade Dionísio disse que estava fazendo um trabalho para o Ministério Público, mas não disse que tipo de trabalho e nem para qual MP estava trabalhando.
Neste dia 26/03, aconteceu o julgamento de Dionísio, que teve como Juiz Presidente o MM. Juiz Dr. Otaviano Sobrinho, o representante do Ministério Público o Promotor Dr. João Alves Neto e pela primeira vez a reportagem do rota51.com que é o site que mais coberturas de juris tem feito, registrou a presença do Advogado criminalista Dr. Alex Ornelas.
No embate, de defesa e acusação, o primeiro falar foi o Dr. João que demonstrou aos jurados toda a trajetória de crimes de Dionísio, que mesmo muito técnico, Dr.
João, fez um retrato falado da situação, do crime, dos depoimentos de familiares, do depoimento do próprio assassino que em nenhum momento negou a autoria do crime e, que em alguns momentos chegou a ser sarcástico em suas declarações, principalmente em sua forma de pensar.
A defesa por sua vez, a cargo do Dr. Alex Ornelas, também dentro de uma técnica especial, procurou demonstrar aos jurados que o assassino, não é uma pessoa totalmente ruim e que por causa de sua doença e pelos remédio que toma, ao ouvir o cunhado falar mal dele, movido pelo impulso momentâneo acabou matando o cunhado, A defesa em sua exposição de fatos, disse que sua tese é calcada em “homicídio privilegiado”, art. 121 do CPB § 1º do Código penal, que: “haja vista preencher todas as coordenadas legais merecedoras para a aplicação da benevolência da lei, pede a redução da pena. Dr. Alex usou de todas as estratégias para defender o seu cliente, não para que ele não fosse apenado, mas sim com uma redução substancial, devido as condições apresentadas nos autos.
Terminado tempo da defesa, a acusação, retornou com a réplica, dizendo que a defesa era muito inteligente e esperta, ao defender a sua tese, mas que, diante dos fatos, não se aplicava neste réu devido a sua condição penal e o dolo que matar o próprio cunhado. Dr. João Alves, foi enfático a pedir a condenação do réu, já que o réu, não é tão gente boa assim, relatou em seu tempo de acusação que o cunhado, depois de cometer crime na Bahia foi para o exterior e depois em situação difícil, pediu dinheiro ao cunhado para voltar, que o réu ao se declarar pobre, segundo ele mesmo é dono de duas faculdades e tem 23% de uma faculdade de enfermagem e, que ele não é tão pobre assim, Dr. João disse ainda, que a vítima mandou que ele fosse morar em sua casa, para ter pessoas mais perto cuidando dele e, que o cunhado morto, mandava comprar as comidas que ele gostava e até mesmo seus remédios. Em algum trecho da declaração de Dionísio ele chamou o cunhado de “cafetão” Dr. João disse que Dionísio então era o cafetão do cafetão.
Dr. Alex veio para a tréplica, mas apenas para dar mais ilustrações à sua defesa, pois todos os dados que podia exemplificar a atitude do assassino, já os tinha feito. Mas mesmo assim, Dr. Alex usou todo o seu tempo tentando convencer aos jurados que Dionísio merecia uma pena, porém mais abrandada, e que esperava que os jurados observassem bem suas palavras, em determinados momentos, tanto a acusação como a defesa, trocaram algumas pequenas farpas, buscando cada um “per si”, melhorar anda mais o seu desempenho na busca de justiça, cada um ao seu modo. Familiares da vítima, que também acabam sendo familiares do assassino esperavam a condenação de uma “pena máxima”, pois temiam que o depois de tudo, a vítima fosse transformada em réu.
Ao final das atuações todos foram para a sala secreta onde entraram às 19h31 e depois de deliberarem saíram da sala, exatamente às 21h15m. Dr. Otaviano mandou que todos se levantassem para que ele lesse a sentença, e depois dar todas as explicações pertinentes ao CPB, onde as penas são prolatadas de acordo com a votação dos jurados, Dr. Otaviano sentenciou o réu a 18 anos de cadeia, com redução para 17 anos, para cumprir a pena inicialmente em regime fechado e pela que ele representava para a sociedade, não permitiria que ele o réu aguardasse o recurso em liberdade.
A sentença não agradou aos familiares, e que depois à saída do fórum disseram que a verdadeira justiça vem de Deus, a cobertura total de mais este julgamento teve a exclusividade do rota561.com.