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Por: Hugo Santos – Radar64.com
Na tarde desta quarta-feira (2), na Rua Ipiranga, no bairro Santa Lúcia, um trabalhador morreu e dois ficaram feridos.
A intervenção de quatro metros de profundidade que a prefeitura realizava no local era para drenagem de águas pluviais. Por volta das 15h a terra cedeu.
Gildásio Santos Oliveira, 28 anos, morreu asfixiado. Os feridos – Deusimar Dias Rocha, 23 anos, e Joildo Ferreira, 54 anos, foram resgatados conscientes pelo SAMU e estão internados no Hospital Regional.
Nenhum responsável pelo setor de obras da prefeitura quis falar sobre o acidente. Nem o nome da empresa foi divulgado pela administração pública.
Mas o sindicato dos trabalhadores na construção civil afirma que denunciou a obra ao Ministério Público do Trabalho em agosto.
Conforme o sindicato, a empresa não cumpria as regras mínimas de segurança e uma tragédia era previsível.
A NR-18, por exemplo, não era cumprida. Este monte de terra não poderia ficar na borda da vala. Isso, fatalmente, deve ter causado essa tragédia’, afirmou o secretário-geral do Sindicato, Adelino Lima.
Ainda conforme a denúncia, a empresa não assinava a carteira de alguns funcionários e também não fornecia os equipamentos de proteção individual, o que também é reforçado por um primo do trabalhador que morreu.
Ele não trabalhava com equipamentos adequados. Usava simplesmente a roupa que levava de casa’, declarou Jânio Santos, primo.
Triste também foi a situação em que ficou a mãe de Gildásio, ao chegar ao local do incidente e constatar que o filho tinha morrido.
A remoção do corpo foi complicada. Primeiro, um bombeiro, que estava de folga, com o auxilio de alguns policiais militares, se arriscaram nos entulhos, mas não conseguiram nada. Depois trouxeram uma escavadeira, mas a situação também não foi resolvida.
Foi preciso a intervenção de uma equipe do 6º Grupamento de Bombeiros Militar de Porto Seguro. A remoção só terminou por volta das 19h.
Gildásio era solteiro, mas tinha uma filha de 10 anos e morava no Juca Rosa. Segundo familiares, ele trabalhava na empreiteira há quatro meses.
Até a última atualização desta notícia, o RADAR64 ainda não tinha conseguido identificar o nome da empresa e nem seus responsáveis. Nenhum representante da terceirizada esteve no local do acidente.
O superintendente de obras do município, Devanir Manzoli, acredita que o estouro de canos de água no local da vala deve ter contribuído para o desmoronamento.