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Por: Clicia Marinho
Que a estrutura da segurança pública do Estado da Bahia está caótica não é muita novidade para a sociedade. Em algumas cidades do Estado, os policias militares começaram a semana com o movimento Policia Legal. O movimento reivindica melhorias nas condições de trabalho. Eunápolis não aderiu ao movimento mas enfrenta uma série de problemas em infra-estrutura, equipamentos, efetivo, assim como, na capital e no interior.
A delegacia de Eunápolis tem a mesma estrutura desde 1984, de quando o município ainda era distrito. Com capacidade para 28 presos, a delegacia abriga hoje 77 presos, desses, 11 são mulheres. O delegado Evy Paternostro confirma que houve uma redução no número de presos, após a Inspeção do Conselho Nacional de Justiça, onde alguns processos que estavam paralisados foram apurados e a liberdade foi dada para alguns presos.
Na idéia de driblar os problemas estruturais do sistema, a delegacia encontrou apoio do Ministério Público, Poder Judiciário e alguns setores da sociedade para construção de ampliação da delegacia. Nessa área estão sendo construídas salas de alojamento para delegados plantonistas e escrivãs, cartórios, sala de investigação e depósitos. Essa união de esforços já rendeu sala específica para menores e mulheres na unidade da cidade.
Após um ano de inicio, ainda falta muito para a conclusão da obra de ampliação do complexo policial de Eunápolis. A obra é fruto de parceria. Parceria essa, que convida a sociedade civil organizada a abraçar também esse processo de melhoramento do setor. “Essa é uma obra que vai ficar para a cidade de Eunápolis”, detalha o delegado.
Mas é fato que a maior dificuldade ainda esta no efetivo. A 23ª COORPIN de 2005 - 2008 apresenta um déficit em torno de 15 policiais, e a coordenadoria atende a nove municípios sem a reposição desse efetivo.