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O uso do crak avança espantosamente no Brasil e aumenta os relatos nas grandes capitais e cidades do interior. Em Porto Seguro, o 2º maior portal turístico do Estado, enfrenta as conseqüências do avanço deste subproduto da cocaína.
Em entrevista nesta terça-feira, 15, o Delegado Titular da Policia Civil de Porto Seguro, Renato Fernandes, expôs a realidade do consumo da droga na cidade e frisou que o crak não é só uma questão de polícia, e sim de saúde pública. Que é preciso investimentos na área social, educação, Ministério Publico e a presença da família.
A cidade de Porto Seguro tem feito apreensões de crak todos os dias. Devido ao baixo preço da droga, a venda e consumo está mais aos nativos de 12 a 18 anos. No ultimo mês foram apreendidos quase 3 kg de crak e 15 kg de maconha na cidade, nos bairros mais populares como Campinho, Baianão, Mercado do Povo, Paraguai, Centro. A quantidade considerada ínfima pelo delegado, diante do comercio existente na cidade.
O delegado Renato Fernandes está há um ano em Porto Seguro, onde traçou novas metas em investigação,estreitou laços com a Policia Militar, Ministério Público e Judiciário. No entanto, uma das maiores dificuldades encontradas pela polícia para realização dos serviços, é o baixo efetivo, que se reversa em investigação, diligências, vigilância da delegacia. "É pouco o investimento na policia", ressaltou.
Na região do extremo sul, o crak tem motivado o roubo e causado diversas mortes. O uso do crak gera um perfil que, mata quem vende a droga e mata quem consome. A droga provoca dependência agressiva, exclusão social, estimula a criminalidade e fragiliza a instituição familiar. Essa é a lei do crak.
Por: Clicia Marinho
Foto: João Pereira