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Eunápolis – O mundo das drogas, apelidado popularmente como “um mundo sem volta”, faz mais três vítimas em 24h00min, deixando as autoridades perplexas e preocupadas com o alto índice de homicídios. Foram dez em apenas cinco dias, ou seja: duas mortes a cada dia.
No sábado à noite, 28, por volta das 19h00min, Ronaldo Souza Santos de 17 foi atingido por seis disparos de arma de fogo, no bairro Itapuan. Os policiais encontraram com Ronaldo um revólver calibre 32 e um pacote contendo pedras de crack.
Segundo informações da PM, no dia anterior ao assassinato o rapaz tentou matar seus desafetos a tiros, mas nenhum deles chegou a ser atingido. Ainda de acordo com a apuração, essas mesmas pessoas, em número de quatro, mataram Ronaldo no sábado.
Por volta de 12h30 deste domingo (29) na Rua Cristovão Colombo, esquina com Rua Jacarandá no bairro Pequi, Adeilton Costa do Nascimento, conhecido como "Negão Flanelinha" foi atingido no abdômen por disparos de arma de fogo efetuado por dois elementos que estavam em uma bicicleta.
Ainda neste domingo, 29, por volta das 18h00 através do telefone 190 a Polícia Militar foi informada da existência de um corpo sem vida em frente ao Parque de Vaquejadas Edgard Neto na estrada do matadouro bairro Colonial.
Uma viatura foi enviada ao local com os policiais Vagner e Arles e constataram a veracidade do fato.
Foi encontrado um corpo masculino de cor morena, em decúbito dorsal, trajando short tactel cores vermelha, preta e branca, uma camiseta de malha branca ao lado corpo e calçando sandálias
Moradores das proximidades ouviram pelo menos quatro disparos de arma de fogo, mas pensaram serem fogos de artifício.
No corpo, marcas de 03 perfurações de projéteis de arma de fogo; 01 no pescoço, 01 nas costelas do lado direito e 01 na virilha do lado esquerdo.
A vítima foi identificada como Edvan de Jesus Carmo, nascido em 12 de dezembro de 1.984, natural de Eunápolis, casado, morador da Rua Ibrahim Sued 55 bairro Stela Reis
Uma tia contou que Edvan esteve em sua casa no final da tarde dizendo que iria na casa da sogra no bairro Dr. Gusmão buscar a esposa, não apareceu lá e não voltou. Outros familiares disseram desconfiar que a vítima estaria mexendo com drogas, que ele era pintor desempregado e fazia "bico" em uma "sucata" e isso não dá para manter um vício.
O delegado Milton Oliveira contou que o adolescente já havia cumprido pena sócio-educativa, por ter cometido atos infrações e que foi posto em liberdade no ano passado.
Para Milton Oliveira, falta uma política pública capaz de dar um rumo a estes jovens, no sentido deles encontrarem alguma perspectiva de vida e chegar a um porto seguro.
"Enquanto isso não ocorre, eles enveredam pelo mundo do crime, como usuário ou distribuidor de drogas e quando ficam devendo aos traficantes, pagam com a própria vida”, desabafou o delegado.
Por: Evandro Lima